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PRESSÃO INCONSEQUENTE: Rompimento de canos em bairro nobre causa prejuízos a moradores.VEJA VIDEO

Mudança na pressão da água, ao fim de cada dia de racionamento, tem quebrado encanamentos e provocado inundações em vários imóveis

A crise hídrica que resultou no racionamento de água em todo o Distrito Federal tem causado dor de cabeça extra aos moradores do Lago Sul.

 

Além de ter o serviço prejudicado semanalmente, a alteração na pressão da água nos encanamentos acarretou prejuízos, como o rompimento de canos que levou à perda de pisos, móveis, computadores e outros bens materiais.

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É o caso do publicitário Wesley Santos. Ele calcula prejuízo de R$ 10 mil até o momento por conta de uma “cachoeira” que se formou dentro de sua casa após o encanamento romper entre os dias 8 e 9 de março.

A água inundou a residência de Wesley. localizada na QI 26 do Lago Sul, danificando móveis planejados, piso de taco, pintura, mesas e outros bens. A data coincidiu com a agenda de racionamento na região.


 

“Aviltante, não é? Como tudo o que acontece nesse país. Nossa parte é pagar e sofrer penalidades e prejuízos. À esfera pública cabe só nos arrancar dinheiro”, reclama o publicitário. “Só quero saber a posição deles (Caesb) e quando resolverão. O susto, o constrangimento, a dor de cabeça e o prejuízo moral eu paguei sozinho”, acrescenta.Divulgação/Arquivo Pessoal

 

Situação de desespero semelhante viveu a aposentada Rachel Sodré. Moradora da QI 28 do Lago Sul, ela assistiu, no último sábado (1/4), a uma “chuva” dentro de casa.

“Por volta das 22h, fomos surpreendidos com uma “tromba d’água” descendo do sótão, alagando rapidamente todo o piso, além de encharcar estantes, documentos, roupeiro e inutilizar um Macbook no valor de R$ 6 mil”, relata.

Ela reclama ainda de um “barulho martelante” por conta da pressão da água e do ar nos canos. O estouro na casa de Rachel também ocorreu no dia seguinte ao racionamento.


Na QI 25, o prejuízo com o problema foi evidenciado na conta d’água do jornalista William França: R$ 5.100. No caso dele, a inundação ocorreu no quintal próximo a palmeiras. “Virou um pântano em volta. Vimos que um cano que vinha da rua estava arrebentado. Nesse mesmo dia, um funcionário da Caesb estava trocando hidrômetros na rua e perguntou se tinha vazamento na minha casa. Em seguida, ele trouxe a conta”, explica.

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O valor mensal pago pelo jornalista, que tem piscina em casa, é de R$ 300 em média. O problema ocorreu em dezembro e William aguarda o resultado de um laudo que deveria sair em 10 dias. “Esse valor não é real, não passa pela minha cabeça gastar R$ 5 mil com água. Isso daria para comprar 300 mil litros de água com caminhões-pipa”, calcula. O morador da QI 25 voltou a ter um cano estourado em casa na semana passada, mas dessa vez o problema foi controlado rapidamente.

Caesb responde
A Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) informa que tem um sistema de sinistro. O morador deve dar entrada no processo junto à companhia. A Caesb diz ainda que, “normalmente, os casos de pressão nas redes internas são decorrente de problemas das tubulações dos

moradores”. 

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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