compartilhar

INFLUENZAS: Secretaria de Saúde espera vacinar 687 mil pessoas contra a gripe à partir do dia 24

Esse é o maior número registrado desde que a campanha foi iniciada pelo SUS, na década de 1990


As autoridades sanitárias sequer concluíram a imunização para controlar o surto de febre amarela, mas se preparam para outra campanha no fim do mês: contra a gripe.

 

A estimativa da Gerência de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria de Saúde é de que 687 mil pessoas devem se vacinar contra a doença na capital federal.


Esse é o maior número registrado desde que a campanha foi iniciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na década de 1990.

 

A pasta diz que é natural o aumento do público-alvo e que está finalizando o planejamento para a mobilização. Cerca de 2 mil servidores da atenção básica vão trabalhar na ação. Algumas escolas particulares iniciam a imunização a partir de amanhã.

O primeiro lote de 115 mil vacinas chegou ao Distrito Federal na semana passada. O Ministério da Saúde deve enviar outras seis remessas para abastecer o estoque.

 

A campanha deste ano traz lições de 2016, quando ocorreu uma antecipação da sazonalidade da circulação dos vírus e houve aumento dos doentes — somente na capital federal, ocorreram 133 casos de H1N1, índice semelhante ao da epidemia de 2009. Neste ano, o cronograma foi antecipado em 15 dias. Medidas para facilitar a vacinação, como o drive-thru realizado Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para pessoas com dificuldade de locomoção, serão repetidas.

Os virologistas apostam que o vírus H3N2, menos invasivo que o H1N1, deve circular mais. Até o momento, o micro-organismo causou duas internações na rede pública. No ano passado, não houve nenhum registro. Ao todo, 150 pessoas precisaram ser hospitalizadas para tratar de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), um desdobramento da gripe. Desses casos, 39 foram causados por outros quatro vírus, sendo o sincicial respiratório (VSR) o mais frequente.

As medidas preventivas, como a higiene das mãos, ajudam, mas o público-alvo deve se vacinar a partir do dia 24. No ano passado, 30% das 644 mil pessoas que se imunizaram procuraram o posto de saúde no Dia D. “As pessoas devem comparecer às salas de vacinação com calma ao longo da campanha. Isso facilita a rotina do profissional e da população, que enfrenta menos filas, por exemplo”, alerta a gerente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Olga Maíra Machado Rodrigues.

A vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz uma nova cepa do vírus Influenza A/H1N1 (leia dados abaixo). A atualização faz parte das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a eficácia do produto e considera os micro-organismos circulantes. A transmissão ocorre pelo contato com secreções das vias respiratórias que são eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

Para o brasiliense que prefere se antecipar à campanha, doses da vacina estão disponíveis na rede particular. Levantamento feito pelo Correio em algumas clíncas privadas mostra que os preços variam entre R$ 110 e R$ 130 para a trivalente, que protege contra três tipos de vírus. A quadrivalente, que imuniza contra quatro variações virais, pode chegar a R$ 160. Algumas redes pedem que o atendimento seja agendado para melhor controle de estoque.

Pneumonia 

A pneumonia é sete vezes mais frequente em pessoas acima de 60 anos, por isso, o infectologista e professor adjunto da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Lauro Ferreira da Silva Pinto Neto, alerta para as complicações da doença, que, normalmente, é um agravo da gripe. “As pessoas não têm noção de que as doenças respiratórias são a terceira causa de morte. Nesse cenário, as pneumonias são as principais”, explica.

A enfermidade também tem vacina. No SUS, é disponibilizada para menores de 2 anos e às pessoas com mais de 60 anos, principalmente residentes em asilos ou casas de apoio a idosos, indígenas, profissionais da saúde e gestantes. Existe um estudo de custo-benefício no Ministério da Saúde, segundo Lauro, para a ampliação do público-alvo. “Essa deve ser a próxima vacina a entrar no PNI (Programa Nacional de Imunizações), mas toda mudança é feita com bastante planejamento. Tem que se dimensionar vacina para 90 milhões de brasileiros”, afirma.


Quem deve se vacinar?

Idosos acima de 60 anos, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, adolescentes entre 12 e 21 anos que cumprem medidas socioeducativas, presidiários e funcionários do sistema prisional.


687 mil 
População a ser vacinada na Grande Brasília, segundo expectativa da Secretaria de Saúde


Proteção


Vacina trivalente protege contra três tipos de cepas de vírus. É disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

 

  • Influenza A (H1N1)
  • Influenza A (H3N2)
  • Influenza B (Brisbane/2008)


Vacina quadrivalente protege contra quatro tipos de cepas de vírus. Essa é encontrada na rede particular

  • Influenza A (H1N1)
  • Influenza A (H3N2)
  • Influenza B (Brisbane/2008)
  • Influenza B (Phuket/2013)


(*Por:Otávio Augusto/Fonte: Anvisa)

 

Fonte: *Via CB/Clipping

COMENTÁRIOS