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PCC/PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL: Polícia Civil faz operação contra o PCC no Distrito Federal

Polícia Civil faz operação nesta segunda-feira (10/4) contra o crescimento da facção na capital do país. Estão sendo cumpridos 54 mandados

Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10/4), a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil, deflagrou uma megaoperação para conter o avanço da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal. No total, foram expedidos 54 mandados de prisão.


Foram cumpridos 30 mandados de prisão em cadeias no Entorno e cinco nas cidades de Luziânia e Águas Lindas, ambas em Goiás. Há, ainda, mandados contra outros dois integrantes da organização criminosa, presos na Papuda,  e um no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no SIA.

Divulgação

Há seis meses, a Deco mapeia a localização do chamado “líder do PCC-DF”, que comandaria todas as ações da facção na capital da República. Os investigadores identificaram o chefe da filial criminosa em um presídio, no Paraná. Gilvane de Assis, 33 anos, cumpre pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçú II e foi alvo de um dos oito mandados de busca e apreensão que a Deco cumpriu na cadeia paranaense na última semana.


Na cela de Gilvane, os investigadores apreenderam um livro com diversos manuscritos que apontam o nome, o apelido e a função de todos os integrantes que fazem parte da célula do PCC no DF. As investigações identificaram que o preso, mesmo encarcerado em um presídio no sul do país, conseguia enviar ordens por meio de celular a outros criminosos que estavam tanto nas ruas da capital do país quanto nas cadeias do Entorno.


 

As determinações envolviam a prática de crimes como roubos de veículos, tráfico de drogas e armas, além de homicídios.

Nível de organizaçãoRafaela Felicciano/Metrópoles
Os integrantes do PCC, de acordo com as apurações da Deco, possuíam alto grau de organização.

 

O tráfico de drogas era feito de forma ordenada, com fornecedores e distribuidores bem definidos. Os carregamentos sempre vinham do Paraguai. O armamento usado pelos criminosos também era composto por armas mais pesadas e sofisticadas.

A função e a hierarquia de cada um dos integrantes do PCC que age na Grande Brasília estão bem definidas no livro apreendido pela Deco.

A facção nomeou um criminoso específico para comandar os que estão soltos nas ruas, enquanto outros são responsáveis por coordenar as operações em cada uma das cadeias do Entorno e do Distrito FEderal. Nos documentos, foram identificadas mais de 30 funções.

“Há o coordenador geral, o que tem o papel de difundir as informações do PCC, os que coordenam adolescentes, os que têm a missão de repor as armas, os que organizam os presos por tráfico de drogas e vão atrás de assistência jurídica e, assim, vai”, explica chefe-adjunto da Deco, Adriano Valente.

Resultado de imagem para PCC

Na Papuda, as ordens chegam por meio de mensagens levadas pelos visitantes, advogados e por cartas endereçadas ao presos. Em Brasília, segundo a polícia, todos os integrantes da organização criminosa presos estão identificados e isolados do restante da massa carcerária, sem exercer influência sobre os outros internos.


A operação desta segunda é a terceira realizada pela Deco contra a facção no Distrito Federal. A primeira foi em 2014, quando os policiais descobriram que integrantes do grupo pagavam até R$ 400 por mês de contribuição para manter a estrutura criminosa.


Em 2015, duas advogadas foram denunciadas por serem mensageiras da facção, levando e trazendo informações para os integrantes do grupo que estavam presos, além de celulares. Ganhavam mais de R$ 4 mil pelo serviço.

As operações, entretanto, não foram suficientes para estancar o crescimento da facção no Distrito Federal.(*Por:Marcos Carone)

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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