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2 EX-OCUPANTES DO BURITI: Fachin remete investigações sobre Agnelo e Arruda à Justiça Federal no DF

Delatores da Odebrecht citam irregularidades em obras do Mané Garrincha, do Centro Administrativo "Buritinga" e do Jardins Mangueiral ("Morar Bem"); teor dos pedidos de inquérito segue sob sigilo.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal as citações feitas por delatores da Odebrecht e relacionadas a obras na capital federal.

 

As supostas irregularidades se referem às obras do estádio Mané Garrincha, do novo Centro Administrativo, em Taguatinga, e do condomínio Jardins Mangueiral ("Morar Bem").


Resultado de imagem para arruda e agneloDuas das petições citam o ex-governador do DF José Roberto Arruda (ex-DEM) -à direita – que teve o mandato cassado em 2010 pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Em uma delas, o nome é acompanhado do ex-secretário de Obras do mesmo governo, Márcio Machado (PSDB). O ex-governador Agnelo Queiroz (PT) -à esquerda- é alvo de outra petição.


Até a tarde desta terça-feira (11), o conteúdo dos pedidos ainda estava sob sigilo. Agora, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no DF, deve decidir se abre ou não inquérito para apurar as supostas irregularidades apontadas nas delações. Não há prazo para que a decisão seja tomada.


"Lista de Fachin"O ministro Edson fachin, relator da ação que questionava as greves de policiais civis (Foto: Carlos Moura / STF)

Esses documentos integram a lista de 201 pedidos de investigação remetidos por Fachin a instâncias inferiores, contra pessoas citadas e sem o chamado "foro privilegiado". O ministro também determinou a abertura de 76 inquéritos contra políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht, informou a assessoria do STF.


Horas antes, nesta terça-feira (11), o jornal “O Estado de S. Paulo” tinha informado que o ministro autorizou a abertura de inquéritos e retirado os sigilos de 83 pedidos de investigação de políticos enviados ao Supremo em março pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.


O ministro enviou de volta à PGR outros 11 pedidos de investigação para nova análise. Outros 25 pedidos foram mantidos sob sigilo, por risco de atrapalhar as investigações. Foram arquivados 7 casos envolvendo autoridades, a pedido da PGR, por falta de indícios da ocorrência de crimes.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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