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GREVE DE UM MES: Professores decidem encerrar paralisação e voltam às salas de aula na 2a. feira

Categoria pedia reajuste salarial, negociado no governo Agnelo; GDF diz não ter verba para bancar aumentos. Cronograma de reposição ainda será definido.

Professores do Distrito Federal decidiram, em assembleia nesta quarta-feira (12), encerrar a greve iniciada há 29 dias.

 

Segundo a categoria, as aulas devem ser retomadas após o feriado de Páscoa, na próxima segunda-feira (17).


O diretor do Sindicato dos Professores do DF, Samuel Fernandes, afirma que os trabalhadores "continuarão mobilizados". Segundo a entidade, o calendário de reposição das aulas ainda será reorganizado.


O sindicato disse ainda que o acordo firmado com o governo do DF não prevê corte de ponto dos dias de paralisação. "O que houve [de desconto] em março será pago em folha suplementar", declarou ao G1.

Os servidores iniciaram a paralisação para reivindicar o pagamento da quarta parcela do reajuste salarial. A medida foi prometida pelo governador Agnelo Queiroz (PT-DF) e deveria ter sido paga em outubro do ano passado.

 

Desde o início da movimentação, o GDF alegou não ter condições financeiras de arcar com o reajuste reivindicado pelos professores.

 

O governo ofereceu o pagamento de até R$ 100 milhões, de acordo com a disponibilidade do caixa, para quitar, por exemplo, as licenças-prêmio. Além de se comprometer em não adotar a nova Lei da Terceirização na atividade-fim da educação.


O GDF disse ainda que não iria encaminhar propostas de reforma previdenciária do funcionalismo distrital sem antes discutir o assunto com a sociedade, e que o pagamento dos dias parados será feito de acordo com a reposição das aulas.

No último dia 27, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decretou a ilegalidade da greve. Com isso, a Justiça estabeleceu que toda a categoria deve voltar às atividades imediatamente. A decisão judicial também estabelece o corte dos dias faltados. Na terça-feira (11), a Justiça aumentou de R$100 mil para R$ 400 mil a multa para o sindicato, por dia parado.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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