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PELA HORA DA MORTE: Famílias fazem fila para tentar enterros nos cemitérios do Plano Piloto e cidades-satélites

Sepultar um familiar nos cemitérios da Grande Brasília tem sido uma missão difícil. Aqueles que precisaram do serviço recentemente alegam demora no agendamento.

 

Em alguns casos, parentes tiveram que esperar até dois dias para conseguir marcar o enterro.

O motivo, alegam eles, seria a falta de funcionários para realizar o procedimento. Ciente da situação, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) diz ter intensificado a fiscalização para levantar os problemas.


Resultado de imagem para cemiterio taguaApós o falecimento da cunhada, por volta das 19h30 da última segunda-feira, a vigilante Alzaina Souza Castro, 51 anos, teve dificuldade para agendar o sepultamento. “Passei o dia inteiro ligando para o Campo da Esperança, mas fui informada de que não havia horário vago por falta de funcionários para fazer o trabalho nas unidades de Taguatinga e da Asa Sul”, relata. No fim do dia, ela conseguiu marcar para hoje, às 17h, em Taguatinga.


Alzaina lamenta ter de passar por isso em um momento tão delicado para a família. “Já sofremos tanto. Só queríamos descansar e deixá-la ir em paz também. Foram 90 dias com a minha cunhada internada no hospital até ela ter uma parada cardíaca. Ter que esperar dois dias para se despedir dela é muito injusto com todos os parentes”, lamenta.


Segundo a vigilante, ela ouviu outras duas famílias reclamando da mesma questão no Hospital de Base. “O caso deles era ainda pior. Desde sexta-feira passada que esperavam uma vaga”, completa. Ela lembra que antes conseguia pagar uma taxa extra e agendar um sepultamento com maior facilidade, mesmo com o número de funcionários insuficiente.


Denúncias chegaram à Câmara Legislativa. O deputado Chico Vigilante (PT) pretende apurá-las. Em nota, a Sejus informa que adotou medidas de fiscalização nos cemitérios para verificar possíveis falhas no cumprimento do contrato por parte da empresa. Esse trabalho será concluído em 20 dias. “Além disso, o cidadão pode utilizar os serviços da ouvidoria (telefone 162)”, conclui o órgão.


VERSÃO OFICIAL

A Campo da Esperança informa que a central de agendamentos funciona diariamente das 7h às 19h. Além disso, a empresa destaca que são feitos dois sepultamentos a cada meia hora em cada um dos seis cemitérios.

 

A instituição ressalta ainda que há mecanismos eletrônicos de registro de ocorrências em todas as unidades, mas a família também pode procurar a administração para protocolar uma reclamação e pedir providências. A Campo da Esperança afirma que todos os casos são analisados e lamenta qualquer transtorno causado aos familiares.(*Por:Manuela Rolim)

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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