compartilhar

É PRA PARAR COM A PARALISAÇÃO: TRT determina volta imediata dos vigilantes ao trabalho na Grande Brasília

Determinação vale para serviço prestado em hospitais, bancos e transporte de valores. Vigilantes estão em greve desde terça-feira.

O Tribunal Regional do Trabalho da 10° região determinou na tarde desta quinta-feira (20) a volta imediata ao trabalho dos vigilantes em greve desde a noite da última terça-feira (18).

A determinação vale para serviços prestados em hospitais, bancos e transporte de valores. O descumprimento da liminar está sujeito à multa de R$ 100 mil por dia.


A decisão do presidente do TRT, desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran diz ainda que nos demais postos de serviços, deverá ser mantido o contingente mínimo de 30%.

O Sindicato das Empresas de Segurança Privada (sindesp-DF) havia entrado com ação cautelar na Justiça Trabalhista. O Ministério Público do Trabalho convocou uma reunião durante a tarde desta quinta-feira afim de chegar a um acordo, mas a ação já havia sido judicializada.


Segundo o presidente do TRT, "a situação exige que se imprima o equilíbrio entre o direito constitucional à greve com a prestação de serviços essenciais de forma segura, sem qualquer ameaça a outros direitos garantidos pela lei".


O Sindicato dos Vigilantes do DF diz que são quase 20 mil trabalhadores em todo Distrito Federal. A greve é pela manutenção de uma cláusula definida em convenção coletiva que proíbea contratação de vigilantes horistas - aqueles que recebem por hora de serviço de segurança.

Uma audiência de conciliação foi designada para a próxima quinta-feira (27) quando o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do DF deverá apresentar sua defesa no processo.


Ainda na tarde desta quinta, os vigilantes fizeram uma assembleia e decidiramencerrar a greve. De acordo com a assessoria do Sindicato nesta sexta (21) todos os vigilantes devem voltar ao trabalho.


 

Paralisação prejudicou atendimento em hospitais e bancos

 

A paralisação afetou parques, escolas, espaços públicos e privados. Mas foram hospitais e bancos os setores onde a população foi mais afetada pela greve.

Na manhã desta quinta-feira (20), o portão de entrada do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte foi derrubado por pacientes que buscavam atendimento. Segundo servidores que estavam no local, aproximadamente 100 pessoas forçaram o portão.

Clientes de bancos públicos e privados foram pegos de surpresa com a suspensão da maioria dos serviços, também em função da greve dos vigilantes. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a Polícia Federal autoriza que os bancos trabalhem sem operações com dinheiro vivo. Mas cada instituição decide se abre ou não as agências.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

COMENTÁRIOS