compartilhar

CAPITAL FEDERAL: Histórico de alta renda e desafio de empreender

O brasiliense é forçado a se reinventar.

Brasília nasceu para muitos brasileiros como o sonho do emprego estável, casa e qualidade de vida.

Uma cidade inteira sendo construída e toda estrutura do governo federal para abrigar.

Após 57 anos, a população passou de 60 mil para quase 3 milhões, de acordo com o IBGE.

O funcionalismo público ainda é um sonho, mas não comporta todos. 

 

A capital possui o segundo PIB per capita mais alto do Brasil: R$ 69 mil.

Grande parte da conta está entre os concursados e políticos.

Apesar disso, a desigualdade social é grande.

De acordo com o Mapa da Desigualdade, a renda per capita no Plano Piloto é de R$ 5,5 mil, enquanto na Estrutural fica em R$ 521.

A pesquisa foi divulgada em dezembro do ano passado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

Enquanto a população de alta renda atrai investidores para Brasília, a de baixa renda empreende por necessidade.

De acordo com dados do Sebrae, que atende micro e pequenos empresários, a maioria das consultorias da empresa ocorrem nas regiões de Taguatinga e Ceilândia.

 

Empreendedorismo

De acordo com o Índice de Cidades Emprendedoras 2016, elaborado pela organização Endeavor, Brasília é pior entre 32 capitais brasileiras no quesito "cultura empreendedora".

De acordo com os pesquisadores, a culpa é da aspiração por cargos públicos.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do GDF, Valdir Filho, mudar esta realidade é o principal desafio da nova geração. "Essa é a nossa grande luta. Mostrar para o jovem a alternativa de empreender. A competição é muito dificil", admite o secretário.

 

Para Valdir, que já trabahou como superintendente do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, ser a capital do governo também é vantagem. "Se juntarmos a reserva destinada para pequenas empresas nas compras públicas do governo federal e de Brasília, temos cerca de R$ 250 bi", disse.

O secretário concorda que precisamos melhorar, mas destaca os avanços que a capital já alcançou. "Nós estamos em segundo lugar, por exemplo, em processos de simplificação, de facilitação para empresas", conta. Recente lei distrital simplificou a abertura de empresas, beneficiando cerca de 35 mil empreendedores com o prazo de 5 a 20 dias. O governo quer agora investir em crédito.

 

Fonte: *Via Destak/Clipping

COMENTÁRIOS