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HANSENÍASE: Fisioterapia do HUB precisa de ajuda. Esta é uma doença esquecida e negligenciada

O diagnóstico é essencialmente clínico e depende muito da experiência dos médicos

Um grande problema enfrentado pelos pacientes acometidos pela hanseníase (lepra) é o desconhecimento da doença e de sua evolução por parte de peritos oficiais e pelos médicos em geral.

 

O diagnóstico é essencialmente clínico e depende muito da experiência dos médicos.

Em Brasília, temos dois centros de referência em hanseníase. Um no Hospital Universitário de Brasília e outro no Hospital Regional da Asa Norte.

 

Em geral, os pacientes acometidos pela hanseníase, especialmente os que não apresentam lesões de pele, possuem histórico de peregrinações em diversos médicos.

As dores começam de forma insidiosa e progridem lentamente. Dentre as manifestações extra cutâneas, destacam-se as alterações osteoarticulares de origem inflamatória ou degenerativa e as lesões (espessamentos) de nervos periféricos.

 

A fisioterapia é essencial para prevenir o agravamento das lesões em nervos e osteoarticulares. A clínica de fisioterapia do Hospital Universitário de Brasília é a referência no tratamento, mas padece com a falta de estrutura e materiais. Precisa de doações e ajuda. Ao final, saiba como ajudar.

 

A hanseníase é causada pelo Mycobacterium Leprae e ainda é uma doença carregada de estigma. Popularmente conhecida como lepra, atinge principalmente a pele e nervos periféricos. É uma doença altamente incapacitante, quando realizado o diagnóstico tardio. A doença está entre as chamadas Doenças Tropicais Negligenciadas.

 

A indústria farmacêutica não investe em novas formas de tratamento e diagnóstico para enfrentamento da doença que é considerada a mais antiga do mundo. “Tem havido bacilos resistentes à medicação atual”, avisa, preocupada, Isabela Goulart, coordenadora-geral do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária e Hanseníase (Credesh) do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em entrevista publicada pelo Correio Braziliense em 22 de dezembro de 2011.

 

Em 2015, o Ministério da Saúde registrou cerca de 28 mil casos de hanseníase (lepra) no Brasil. O número, no entanto, deve ser muito maior, porque muitos não conseguem o diagnóstico pois a doença é desconhecida por muitos médicos, talvez pela maioria.

 

A incapacidade que decorre da doença, que tem evolução crônica e insidiosa, ainda pode ser agravada por episódios agudos, denominados Reações Hansênicas. Esses episódios reacionais, caracterizados por reação inflamatória súbita, podem ocorrer em qualquer forma clínica da doença. Os quadros reacionais podem ocorrer espontaneamente, antes, durante ou após o tratamento específico. São fortemente influenciadas por situações de stress. Em geral levam a prolongados afastamentos do trabalho e à aposentadoria precoce por invalidez.

 

Eventualmente, o quadro reacional pode ser o motivo que leva o paciente a procurar ajuda médica e, só então, ser diagnosticada a hanseníase, segundo estudo realizado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo.  O quadro reacional decorre, segundo alguns pesquisadores, do papel de antígenos de bacilos mortos na indução da produção de imunocomplexos. Os bacilos presentes nas juntas e articulações implicariam na etiopatogenia dos quadros articulares.

 

É uma doença tropical negligenciada e que precisa de maior atenção por parte do Estado, da sociedade, dos médicos e peritos de medicina do trabalho. Leia aqui uma lista de itens que a unidade de fisioterapia do HUB precisa para realização da reabilitação física dos pacientes. Os itens podem ser doados no corredor vermelho (dermatologia) do Hospital Universitário de Brasília.

 

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