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OPERAÇÃO PERFÍDIA: Ordens para emissão de passaportes falsos eram dadas em Brasília

ADVOGADA DE BRASÍLIA SERIA RESPONSÁVEL POR COMANDAR ORGANIZAÇÃO

A organização criminosa, investigada pela Operação Perfídia, especializada em lavagem de dinheiro internacional, blindagem patrimonial e evasão de divisas com ramificações em pelo menos cinco países, seria comandada por uma advogada de Brasília, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).


 

Cláudia Chater foi presa ontem, após a PF cumprir 55 mandados de busca e apreensão, 43 de condução coercitiva e dois de prisão temporária.

Cláudia é prima de Habib Chater, dono do posto de gasolina da Torre e um dos primeiros presos na Operação Lava Jato. Edvaldo Pinto, considerado com um dos principais aliados da advogada, também foi preso na ação da PF.


A investigação começou em agosto de 2016, com a prisão em flagrante ocorrida na imigração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília.

Cláudia Chater é investigada de comandar a organização que atuava na emissão de passaportes brasileiros falsos a pessoas de origem árabe.

Áreas de atuação

Integrantes da organização são investigados por realizar operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas. Eles utilizavam “laranjas” e falsificavam documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil.


O núcleo "duro" do grupo – formado por proprietários de postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros estabelecimentos – era responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis e ativos para fins de lavagem de dinheiro. Uma das operações de compra e venda identificadas pela PF chegou a movimentar R$ 65 milhões.


A organização criminosa contava com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal. Em ação realizada ainda no ano passado, em endereços ligados a um dos integrantes do núcleo, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa controlada pela organização no exterior que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 bilhões.

 

Fonte: *Via Diário do Poder/Clipping

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