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FIM DOS PROTESTOS: Após dia de paralisações, trânsito é liberado na Esplanada dos Ministérios

Protesto de sindicatos e movimentos sociais terminou pouco antes das 19h; Metrô e ônibus só voltam a rodar no sábado. Grupos manifestaram oposição a reformas trabalhista e da Previdência.

Bloqueado desde a 0h desta sexta-feira (28), o trânsito no centro de Brasília foi liberado pelas equipes do Detran e da Polícia Militar por volta das 19h15.

 

Os protestos convocados por sindicatos e movimentos sociais, contra as reformas trabalhista e da Previdência, se estenderam por todo o dia, e foram encerrados no início da noite.


Segundo estimativa da CUT, 25 mil manifestantes passaram pela Esplanada dos Ministérios durante todo o dia. A Polícia Militar informou que cerca de 3 mil pessoas estavam no local no ápice dos protestos, por volta do meio-dia, mas não divulgou estimativa total de público.


Não houve registro de conflitos ou pessoas feridas durante os atos. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas foram atendidas na região ao longo do dia, com quadros de hipoglicemia e pressão alta.


A Polícia Civil registrou quatro ocorrências policiais na área das manifestações – duas por desacato, uma por roubo de celular, e uma por lesão corporal. Nessa última, a vítima relatou que "foi impedida de entrar ao Ministério da Saúde por manifestantes que bloqueavam a entrada". O autor assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Durante todo o dia, policiais fizeram revista pessoal de manifestantes, indígenas e pedestres que passavam pela região. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 35 objetos foram apreendidos, entre pedaços de madeira, máscaras e hastes de bandeiras.

Centrais sindicais indicam 10 a 15 mil manifestantes na Esplanada (Foto: Letícia Carvalho/G1)Centrais sindicais indicam 10 a 15 mil manifestantes na Esplanada 

Os manifestantes se concentraram perto do Museu Nacional Honestino Guimarães, no início da Esplanada, e seguiram em caminhada rumo ao Congresso por volta das 12h. O ato no local se estendeu até as 14h. Em seguida, manifestantes continuaram no local, mas sem carros de som ou programação.


Pela manhã, integrantes do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde) pregaram faixas e baneres com mensagens de protesto no Hospital de Base, por volta das 7h. A categoria é contrária as reformas trabalhista e da previdência, além da criação do Instituto Hospital de Base.

As faixas estendidas continham os dizeres "O povo não vai pagar essa conta" e "Instituto aqui não". Segundo o sindicato, a ação não interferiu nos serviços do hospital, que funcionou normalmente.


Integrantes do Sindicato dos Servidores da Saúde colocam faixa no Hospital de Base (Foto: SindiSaúde/Divulgação)Integrantes do Sindicato dos Servidores da Saúde colocam faixa no Hospital de Base 

 

Trânsito

 

O Eixo Monumental foi bloqueado para veículos entre a rodoviária do Plano Piloto e a Avenida L4 Sul, nos dois sentidos, durante todo o dia. O Metrô parou, e os ônibus de todas as empresas ficaram nas garagens.

Para a circulação de carros, o DER anunciou que as faixas exclusivas para ônibus na EPTG e EPNB foram liberadas.


Segundo os gestores das empresas de ônibus, motoristas que compareceram ao trabalho foram liberados. Metrô e ônibus devem rodar normalmente nesse sábado (29), de acordo com os responsáveis.

No início da manhã, a 5ª Vara Federal do DF concedeu liminar (decisão provisória) e suspendeu a paralisação total de metroviários e rodoviários. A decisão previa que pelo menos 30% dos veículos voltassem a rodar, mas os sindicatos disseram não ter sido notificados, e mantiveram a paralisação.


Baias vazias na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília (Foto: Yasmim Perna/G1)Baias vazias na rodoviária do Plano Piloto

O Metrô de Brasília informou que "dada a insegurança a que estariam expostos os 160 mil usuários transportados diariamente, não há condições de a empresa operar o sistema com apenas 30% dos empregados, como determina a liminar concedida à Advocacia-Geral da União (AGU) pela 5ª Vara Federal do Distrito Federal."

Segundo o Metrô, para garantir a segurança é necessário ter pelo menos 75% dos empregados trabalhando.


Estação de metrô fechada na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília (Foto: Yasmim Perna/G1)Estação de metrô fechada na rodoviária do Plano Piloto

 

No aeroporto

 

Na via que dá acesso para Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, manifestantes atearam fogo em pneus para impedir o trânsito. Por volta das 5h30 desta sexta-feira (28), de acordo com a Polícia Militar, cerca de 300 manifestantes fizeram barricadas bloqueando os dois sentidos da pista.

Passageiros tiveram que descer dos carros e seguir a pé para o aeroporto. A situação foi resolvida por volta das 7h.

Até as 18h, 34 dos 238 voos previstos para esta sexta tinham sofrido atraso superior a meia hota. Quatro chegadas e cinco partidas foram canceladas. As informações são do consórcio Inframérica, que administra o terminal.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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