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"BATCAVERNA": Prédio abandonado em Ceilândia começou a ser demolido nesta 5a. feira

Conhecida como Batcaverna, edificação que incomoda moradores há mais de 25 anos atraía criminosos e usuários de drogas. Rollemberg acompanhou o início dos trabalhos.

Após mais de 25 anos de espera, Maria do Socorro de Sousa, de 62 anos, finalmente vai “dormir tranquila”, como ela própria disse.

A aposentada mora a pouco menos de 30 metros da Batcaverna, uma estrutura de cinco pavimentos abandonada na Entrequadra EQNN 18/20, em Ceilândia.

 

A construção ocupa uma área de 3,6 mil metros quadrados e tem aproximadamente 15 metros de altura.

Na manhã desta quinta-feira (4), a edificação conhecida como Batcaverna, começou a ser retirada. Uma força-tarefa do governo de Brasília iniciou a demolição do esqueleto, construído muito próximo a várias casas e edifícios comerciais.

Na manhã desta quinta-feira (4), a edificação, conhecida como Batcaverna, começou a ser retirada. Uma força-tarefa do governo de Brasília iniciou a demolição do esqueleto, construído muito próximo a várias casas e edifícios comerciais.


Na manhã desta quinta-feira (4), a edificação começou a ser retirada. Uma força-tarefa do governo de Brasília iniciou a demolição do esqueleto, construído muito próximo a várias casas e edifícios comerciais.

A ação foi acompanhada pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. “Além de ser uma reivindicação antiga dos moradores, há uma recomendação do Ministério Público do DF e Territórios de que esse prédio seja derrubado por desobedecer aos padrões urbanísticos”, explicou o chefe do Executivo local.

 

“Além de ser uma reivindicação antiga dos moradores, há uma recomendação do Ministério Público de que esse prédio seja derrubado por desobedecer aos padrões urbanísticos”Rodrigo Rollemberg, governador

A segurança é a maior preocupação da Maria do Socorro. “Aqui já ocorreram assaltos, estupros, tráfico de drogas e vários outros crimes”, contou a moradora, que vive no local desde a década de 1980. “Eu mesma já ajudei muitas pessoas que estavam indo cedo para o trabalho e foram roubadas por ladrões escondidos nesse lugar”, complementa.

Rollemberg confirmou que há diversos relatos da população sobre ocorrências criminais na área. “A partir de agora, certamente teremos uma melhoria da segurança nessa região”, destacou.

O diretor-geral da Polícia Civil, Erick Sebba, citou que, além de roubos e tráfico de drogas, a 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia investiga uma suspeita de estupro no local.


Órgãos do governo trabalham em parceria

A ação desta manhã começou com o fechamento das vias próximas pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Em seguida, a Polícia Civil do DFfez uma varredura em busca de drogas e de armas, mas nada foi encontrado.

Fiscais da Agência de Fiscalização (Agefis) e agentes da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil percorreram o local para avaliar a segurança da ação.

A demolição começou às 9h15, quando duas retroescavadeiras tombaram parte da laje. O serviço foi continuado no último pavimento com britadeiras da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

A previsão é que essa operação siga até sábado (6). Segundo o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, o trabalho é feito em etapas por questão de segurança. “Começamos por cima e vamos descendo até chegar ao subsolo, quando, então, limparemos e aterraremos o local”, explicou.


Comunidade vai participar da revitalização do local

O apelido Batcaverna é em alusão à moradia sombria do herói dos quadrinhos Batman. O local está degradado, malcheiroso e acumula lixo, como vidro, móveis velhos, azulejos quebrados, garrafas, tijolos, roupas e plásticos. O risco de atrair o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, e de outros animais é grande.

De acordo com o administrador de Ceilândia, Vilson José de Oliveira, a comunidade será mobilizada para um grande mutirão com o objetivo de revitalizar o espaço.

A área é uma propriedade privada. De acordo com a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, foram feitas todas as notificações prévias cabíveis até chegar ao ato demolitório. “Os responsáveis ignoraram todos os trâmites”, disse.

Ao fim da operação, as custas serão calculadas e encaminhadas aos proprietários da edificação.

Além dos órgãos já citados, participam da operação a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Corpo de Bombeiros Militar do DF, a Polícia Militar do DF e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF.

 

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