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"DOUTORA INCONSEQUENTE": GDF manda exonerar médica-gestora que ironizou oferta de doação a hospital

Gerente de Medicina Cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim, perguntou a doadores 'de que planeta eles vinham' ao receber proposta de ajuda a uma criança que espera por cirurgia. Governador determinou ao Secretário de Saúde que exonerasse a méd

No fim tarde desta sexta-feira (5), o Secretário de Saúde do Distrito Federal divulgou um áudio, a pedido do governador Rodrigo Rollemberg, anunciando a exoneração da gerente de medicina cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim.

 

A Corregedoria -Geral da Saúde também vai instaurar um processo administrativo para apurar a conduta da médica.

A servidora pública que exercia cargo de gestão no hospital ironizou um casal do Rio de Janeiro que, depois de ler reportagem no G1, sentiu-se comovido com a história de um menino de 4 anos que há 2 vive com uma bolsa de colostomia que não foi retirada por falta de material na rede pública de saúde (veja conversas ao longo desta reportagem).


Em troca de mensagens pelo celular, os doadores insistem em ajudar a criança, mas a médica diz que não é possível. E ainda pergunta "você vive em que planeta?". (Veja conversas ao longo desta reportagem).

Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hmib do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução) Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hmib do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)
Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)

Pedro precisa remover a bolsa de colostomia que carrega junto ao corpo e o impede de brincar como qualquer menino da mesma idade. O recipiente recolhe excreções do intestino e foi implantado após uma cirurgia para corrigir uma malformação que obstruía o sistema digetivo. A bolsa deveria ter sido removida cinco meses depois, mas quase dois anos se passaram e o hospital diz que não tem o material necessário para a cirurgia – o grampeador linear, que custa R$ 1,9 mil.

Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hmib do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)

Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)

Ao procurar a gerente do hospital para oferecer a o equipamento, o casal carioca recebeu como resposta que não poderia fazer doação para "paciente específico", apenas para o primeiro da fila de espera para a cirurgia. Os doadores perguntaram, então, quantos pacientes estavam na fila e a gerente Márcia Amorim respondeu que não tinha "a menor ideia".

Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)
Mensagens trocadas entre doadora do Rio de Janeiro e gerente de medicina cirúrgica do Hospital de Base, Márcia Amorim (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Saúde não informou quando o menino poderá fazer a cirurgia, nem como tentará obter a doação recusada. Mas disse que a equipe de cirurgia geral do Hospital de Base foi orientada a entrar em contato com o casal doador e especificar o tipo de material necessário para o procedimento. A secretaria ressaltou que, assim que o grampeador chegar, o menino será operado imediatamente.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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