compartilhar

SEM PERIGO: TJDF manda soltar homem que mantinha "arsenal de guerra" em loja do Guará

Suspeito estava em prisão preventiva desde 10 de março. Juíza entendeu que ele não apresentava perigo para a sociedade e para o andamento do processo judicial.

A Justiça do Distrito Federal mandou soltar um dos dois suspeitos que foram detidos na loja de ferragens do Guará que abrigava cerca de 4 mil balas, cinco pistolas, revólveres, uma máquina para recarregar munição e R$ 40 mil.

 

Na época, a Polícia Militar classificou o material como "arsenal de guerra". O homem estava em prisão preventiva (sem tempo determinado) desde 10 de março.

No entendimento da juíza Delma Ribeiro, da Vara Criminal do Guará, não cabe mais a prisão preventiva porque o suspeito não representa uma ameaça para a sociedade e para o andamento do processo judicial.


Para a magistrada, apesar da grande quantidade apreendida de armas e munição, o crime não foi praticado com grave ameaça ou violência. "O paciente é primário e estão ausentes traços de periculosidade."


"Não é desconhecido que os presídios públicos estão superlotados e que a separação dos presos pela periculosidade torna-se mais difícil. Os magistrados devem ser sensíveis às circunstâncias de cada caso concreto", continuou a juíza.

Como o processo corre em sigilo, não há informações sobre a condição da segunda pessoa presa na operação da Polícia Militar.


Relembre

 

A apreensão ocorreu em 8 de maio. Segundo o tenente Yuri Dezen, que participou da ação, entre as armas estão algumas de calibre .50, que têm grande poder de destruição.

“Tem armas que servem para derrubar helicóptero, tem arma 556, um fuzil de guerra, um colete balístico contendo placa de cerâmica que também é utilizado pelas forças armadas. Acho que nunca havia tido uma apreensão desses no Distrito Federal”.


A operação começou na cidade de Crixás, em Goiás. A Polícia Militar da região foi acionada após uma tentativa de roubo a uma mineradora da cidade. De acordo com informações da PM do DF, os suspeitos fugiram, trocaram tiros com os PMs da cidade e jogaram pregos na rua para impedir a perseguição.


Os militares de Goiás acionaram a PM-DF e, a partir do balde de pregos que foi jogado na rua pelos suspeitos, foi possível localizar a loja de ferragens que teria feito a venda do balde. A partir disso, segundo o tenente Dezen, os militares identificaram o dono da loja que era conhecido como “professor” e mantinha armamentos em um comércio de ferragens no Guará e também em casa.


“Através desse balde, a gente conseguiu identificar a loja e o proprietário conhecido como professor. Ele tinha todo esse armamento na sua loja e parte em casa. Ele já havia tentado roubar a mesma mineradora em 2005.”

 

Fonte: *Via G1/Clipping

COMENTÁRIOS