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AEDES AEGYPTI: População junta-se ao governo no combate e " guerra" ao mosquito

Ouvidoria da Secretaria de Saúde recebe informações de moradores sobre terrenos passíveis de abrigar focos do mosquito. Basta ligar 160

Não adianta o poder público fazer a sua parte, se a população não se conscientizar sobre o combate efetivo ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, das febres chikungunya e amarela e do zika vírus.

 

Além de fazer diariamente os procedimentos de eliminação de possíveis criadouros, o cidadão precisa informar sobre locais passíveis de abrigar focos do inseto.

 

 

O telefone da ouvidoria da Secretaria de Saúde, pelo número 160, é o canal direto para essa finalidade e foi exatamente por ele que a comunidade da Candangolândia denunciou um terreno abandonado no Conjunto C da Quadra 2.


Uma das responsáveis por apontar a possível área de risco, Edilaine Rosa Sobrinho, de 32 anos, tem um filho de 6 anos com dengue. Vizinha do terreno visitado na manhã desta sexta-feira (29), ela se encarregou de sensibilizar os demais moradores do conjunto a combater o inseto. "Outras três pessoas dessa mesma rua ficaram doentes e, se não fizéssemos nada, mais e mais gente certamente passaria pelo problema", opinou a dona de casa.


Em relação ao lote abandonado, Edilaine, moradora da mesma casa desde o nascimento, acrescenta que um idoso era o dono do imóvel durante as décadas de 1980 e 1990. Após o falecimento dele, outras pessoas alugaram a casa, até que um dia ela foi simplesmente abandonada, e os herdeiros passaram a reduzir gradativamente a ida à residência. Com o passar do tempo, a casa se deteriorou até o ponto de manter apenas algumas poucas paredes de pé e servir como esconderijo de traficantes.

 


Para entrar em lotes particulares é necessária, porém, autorização judicial, como ocorreu nesta manhã. Um chaveiro quebrou o cadeado do portão para acesso da equipe. A tranca não impedia, de acordo com os moradores, a entrada de usuários de drogas, que pulavam o muro ou entortavam as grades.


Balanço
A ação terminou no início da tarde com a retirada de cinco caçambas com capacidade para cerca de 1,5 tonelada cada uma. O entulho coletado seguiu para área reservada para descarte na administração regional.


A equipe composta por dez presos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), três vigilantes ambientais e quatro integrantes da administração regional cortou o mato alto, recolheu o entulho composto por garrafas PET, vidros, latas de cerveja, copos plásticos, pneus velhos e pontas de cigarro, além de muito barro, calhas e telhas quebradas.


De acordo com o agente da Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, Marcos Antônio Arcanjo, não foram encontrados focos do inseto, mas o local estava propício ao aparecimento do mosquito, de escorpiões e de ratos.


Segundo o administrador da Candangolândia, do Park Way e do Núcleo Bandeirante, Cleudimar Sardinha, outros três terrenos estão na mesma situação na Candangolândia. "Em parceria com a Vigilância Ambiental, nas próximas semanas vamos percorrer esses pontos e fazer o mesmo procedimento", anunciou. A região tem, de acordo com dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios, da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), cerca de 17 mil moradores distribuídos em 5 mil domicílios.


Caminhada
A partir das 9 horas desta segunda-feira (1º de fevereiro), a Administração Regional da Candangolândia fará uma caminhada de conscientização de combate ao mosquito e ao lixo.


O ponto de partida será a própria administração, na Área Especial 1, Rua dos Transportes, e seguirá por 2 quilômetros até a Quadra 4. Durante o percurso, serão distribuídos panfletos e cartilhas sobre as medidas de erradicação ao Aedes aegypti.


Histórico de ações
A Secretaria de Saúde destacou que, diariamente, agentes de Vigilância Ambiental trabalham para combater o mosquito transmissor em todas as regiões administrativas. As ações ocorrem pela manhã e à tarde.


Segundo a pasta, durante a manhã também são feitas ações da força-tarefa com apoio do Exército, da Marinha, do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Limpeza Urbana e de administrações regionais. Como equipamentos, existem dez máquinas ultrabaixa volume (fumacê) e 280 litros de inseticida.


Também estão engajados na iniciativa a Agência de Fiscalização, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, as administrações regionais e a Aeronáutica.


Na noite de quinta-feira (28), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, esteve com representantes dos municípios goianos vizinhos para tratar do assunto.

 

Durante o encontro, o chefe do Executivo local destacou que equipes da Vigilância Ambiental devem se reunir para definir uma programação em parceria com Goiás. Em 13 de janeiro, porém, a Secretaria de Saúde do DF firmou o empréstimo de dois carros fumacê para a cidade goiana de Santo Antônio do Descoberto, devido à grande quantidade de focos.


Nesta semana, cerca de 650 casas foram visitadas em Brazlândia pela força-tarefa composta por 105 militares. Outra frente de trabalho aplicou o Bacillus thuringiensis israelenses — larvicida biológico — em acúmulos de água no Gama, no Recanto das Emas e em Santa Maria. Cerca de 600 litros do produto começaram a ser distribuídos no dia 18, com 400 alevinos de lambari-de-rabo-amarelo, para o extermínio das larvas.

No dia 21, após denúncias de moradores de Águas Claras, agentes da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde, estiveram na região para vistoriar terrenos baldios e lotes destinados a futuras construções.


No dia 11, o Executivo local retomou a retirada do restante dos 40 mil pneus velhos do Autódromo Internacional Nelson Piquet. Os aros foram encaminhados para São Paulo e Goiás, onde passaram por processo de reciclagem e, aqueles mais gastos, serviram de combustível para máquinas industriais.

O combate ganhou um importante reforço em 7 de janeiro, quando o governo criou uma sala de situação para reunir a coordenação da força-tarefa, identificar início dos focos e informar o governo federal sobre os casos de doenças transmitidas pelo vetor.


Legislação
Cleudimar Sardinha acrescentou que, na segunda-feira (25), o governador Rodrigo Rollemberg assinou o Decreto nº 37.078. A legislação descreve as obrigações da população e do governo local no combate a vetores de doenças, como o Aedes aegypti.

O decreto lista cuidados como o descarte ambientalmente correto de materiais que possam acumular água, a vedação correta de caixas d'água e o tratamento adequado de piscinas.


De acordo com o estabelecido no texto, as sanções variam de advertência a multas, conforme previsto na Lei Federal nº 6.437, de 20 de agosto de 1977. Os valores, a depender do grau da infração (leve, grave ou gravíssimo), vão de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. População junta-se ao governo no combate ao Aedes aegypti

Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de hoje (29) publicou o aviso de pregão eletrônico com  a finalidade de registrar preços para aquisição de equipamento destinado a diagnóstico rápido qualitativo de dengue e chikungunya. O valor estimado da compra é R$ 154.312,50. As entregas das propostas começaram também hoje, e a abertura dos envelopes será em 15 de fevereiro. Veja o edital completo. 


Na quarta-feira (27) o DODF trouxe o aviso de dispensa de licitação emergencial para investir R$ 913.686,45 em inseticida que abastecerá os equipamentos de combate ao inseto.


No dia 18, havia decretado também, via DODF, a prorrogação da situação de emergência na saúde pública local por mais 180 dias. Adotada em janeiro de 2015, a medida havia sido prorrogada pelo Decreto nº 36.613, de 16 julho. O texto permite à Secretaria de Saúde continuar com a permissão para comprar medicamentos e insumos com dispensa de licitação e a possibilidade de convocar novos servidores.


Ouvidoria da Secretaria de Saúde
Ligue 160

 

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