Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

compartilhar

OPERAÇÃO CAIXA DE PANDORA: DF ainda sofre consequências do "Mensalão do Dem", avalia Ministério Público

Nesta semana, saíram primeiras condenações na esfera criminal: Odilon Aires e Eurides Brito. Segundo promotor, sentenças não deixam dúvidas de que esquema de fato existiu.

Fazendo um balanço das condenações na Caixa de Pandora desta semana ao G1, o promotor Clayton Germano -foto abaixo– à frente das investigações no Ministério Público – disse acreditar que o Distrito Federal sofra até hoje as consequências do esquema de corrupção que desviou dinheiro público para comprar políticos.

 

Ainda segundo ele, as sentenças no âmbito criminal também não deixam mais dúvidas de que o “Mensalão do DEM” de fato existiu.O promotor Clayton Germano, do Ministério Público do Distrito Federal, em entrevista (Foto: TV Globo/Reprodução)

“Esses fatos foram e são ainda extremamente graves porque até hoje repercute no seio da sociedade. O Distrito Federal quase sofreu uma intervenção federal. Houve o desmantelo nas áreas de segurança, educação, saúde, de tal maneira que eu acredito que até hoje o Distrito Federal ainda sofra as consequência dos crimes praticados por essa organização criminosa.”


Resultado de imagem para jose roberto arrudaNesta sexta, a Justiça condenou à prisão o ex-governador José Roberto Arruda na “farra dos panetones”. 

 

 

Também foram condenados os ex-distritais Eurides Brito e Odilon Aires (foto abaixo). Todos poderão recorrer em liberdade, mas tiveram documentos apreendidos para evitar que fujam.


Resultado de imagem para odilon airesEstas foram as primeiras condenações na esfera criminal. No entanto, outros processos da Caixa de Pandora já tinham sido julgados no âmbito cível, em ações por improbidade administrativa.


“O objetivo principal da operação Caixa de Pandora e da investigação realizada pelo MP foi de combater uma organização criminosa que se utilizava de recursos públicos desviando e corrompendo deputados distritais para comprar a consciência desses deputados e fazer com que aprovassem leis de interesse do Poder Executivo, bem como também não fiscalizassem o governo do réu José Roberto Arruda.”


 

Simbolismo

 

Na visão do promotor, a operação Caixa de Pandora trouxe o simbolismo de ser a primeira do Brasil a prender um governador em exercício. Para Germano, a operação foi inovadora também por trazer a figura da delação premiada – ou juridicamente falando, da colaboração. "O que ela traz de novidade é a figura do colaborador processual.


"[O delator] É uma figura fundamental em uma operação desse naipe. As organizações criminosas que lidam com desvios de recursos públicos e corrupção na administração público são tão bem engendradas que se você não tem um elemento inserido ali dentro e consegue trazer esse elemento para o lado do estado, dificulmente você consegue [fazer a operação]."

Ele também fez o paralelo com a operação Lava Jato, que fez com que empreiteiras como a Odebrecht colaborassem com a Justiça.

 

"Você não conseguiria fazer uma operação como a Caixa de Pandora e a Lava Jato se você não tivesse os colaboradores processuais que disessem o que se passou no seio da organização criminosa."

 

Fonte: *Via G1/Clipping

COMENTÁRIOS