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RACHA NA AVENIDA DAS NAÇÕES: Sobreviventes de tragédia na Via L4 Sul prestam depoimento à polícia

Helberton Silva Quintão, 37 anos, e Oswaldo Clemente Cayres, 72, compareceram à 1ª DP na tarde desta segunda-feira (8/5)

O delegado adjunto da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Ataliba Nogueira, ouviu, na tarde desta segunda-feira (8/5), os depoimentos de Helberton Silva Quintão, 37 anos, e Oswaldo Clemente Cayres, 72.

 

Eles foram os únicos sobreviventes do acidente que resultou na morte de Cleuza Maria Cayres, 69, e de seu filho, Ricardo Clemente Cayres, 46, na Avenida das Nações (L4 Sul), na noite de 30 de abril.

A polícia investiga se a colisão foi fruto de um racha. O conteúdo das oitivas não foi divulgado pela polícia, e o delegado adjunto afirmou que só se pronunciará no fim das investigações.


Helberton e Oswaldo fazem parte da longa lista de testemunhas arroladas para o caso. Entre aqueles que já foram ouvidos estão os três motoristas acusados de envolvimento na colisão: a tenente do Exército Fabiana de Albuquerque Oliveira, o sargento do Corpo de Bombeiros e enfermeiro da Secretaria de Saúde Noé Oliveira Albuquerque e o advogado Eraldo José Cavalcante Pereira.

Corpo de Bombeiros/Divulgação

Helberton era cunhado de Ricardo e genro de Cleuza. No dia do acidente, ele dirigia o Ford Fiesta que capotou e bateu em uma árvore, após ser atingido pelo veículo conduzido por Eraldo José Cavalcante Pereira. Já Oswaldo era pai de Ricardo e marido de Cleuza. Ele e o genro estavam no banco da frente no dia da batida e sofreram apenas ferimentos leves.


 

A família estava em um churrasco no Lago Sul e, por volta das 19h30, os quatro saíram do local para deixar o casal de idosos na casa onde moravam, no Guará. Foi nesse trajeto que o acidente ocorreu.


Os outros motoristas envolvidos no acidente também são da mesma família e estavam em uma festa de aniversário, em uma lancha no Lago Paranoá. Testemunhas afirmaram que Noé e Eraldo dirigiam em alta velocidade e levantaram a possibilidade de que os dois estivessem disputando um racha. Eles, no entanto, negam.


A Polícia Civil aguarda o resultado de uma perícia para determinar a dinâmica do acidente e tipificar o crime.

Existem três principais teses: a hipótese de racha com resultado em morte, cuja pena varia de 5 a 10 anos de prisão; homicídio culposo (sem intenção de matar) ou homicídio doloso (quando a pessoa assume o risco de provocar uma morte ao tomar determinadas atitudes), com a qualificadora de dano eventual por ingestão de bebida alcoólica.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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