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DESCASO: Manifestantes pedem revitalização do lago do Parque da Cidade em protesto

O ato aconteceu na ponte do espelho d'água, próximo ao Pedalinho. Um grupo de pessoas se encontrou no local e chamou outros visitantes para participarem

 

 

Um grupo de cerca de 60 pessoas fez uma manifestação no Parque da Cidade, para exigir a revitalização do laguinho do local neste domingo (14/5).

O ato aconteceu na ponte do espelho d'água, próximo ao Pedalinho. Um grupo de pessoas se encontrou no local e chamou outros visitantes para participarem. O protesto aconteceu por volta de 10h15.


A administração do parque confirmou ao Correio, em 4 de maio, que o volume de água diminuiu cerca de um metro. O grupo se reuniu na ponte, deu as mãos e ergueu os braços. "Salvem o laguinho", manifestantes gritaram por diversas vezes chamando a atenção de outros frequentadores.

Entre os manifestantes estava o funcionário público Fábio Freitas, 52 anos, morador da Asa Sul. Ele frequenta o parque de quatro a cinco vezes por semana e se queixou do descaso. “O lago está morrendo de sede. Está abandonado. Temos que mudar essa situação, rever esse descaso. O lago transmite harmonia, beleza e tranquilidade aos frequentadores. Além disso, há toda uma fauna local que depende do lago para sobreviver”, destacou.

 

Estudos e campanhas

A administração do parque encomendou estudo de evaporação para determinar as causas da redução do volume de água no local. Para preservar as espécies que habitam a região, foi assinado um termo de cooperação técnica com o Zoológico de Brasília. O levantamento tem como objetivo a preservação e o monitoramento dos peixes e das aves da região.

 

A Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer atribui a seca do lago à escassez das chuvas dos últimos meses. De acordo com a pasta, o quadro não oferece risco aos animais. Assegurou, ainda, que será construído um poço artesiano com capacidade de captação de até 187,5 mil litros de água ao dia.

O administrador do parque, Alexandro Ribeiro, afirma que levará um estudo ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para viabilizar a ampliação do número de lixeiras. Ele observa, no entanto, que isso não garante a solução do problema. “Boa parte do material levado para piqueniques e afins é largado lá. Existe pouco comprometimento com o espaço público”, relata.

 

Segundo ele, está sendo planejada uma campanha de conscientização, em parceria com a SLU, para os frequentadores. A Secretaria de Esporte informou que a limpeza no parque ocorre periodicamente e que a próxima está marcada para a primeira quinzena do mês, que termina amanhã.

 

O secretário-adjunto de Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, conta que o nível da água no lago está menor devido ao período de estiagem. Confira o posicionamento completo:

 

"Há 15 dias, o nível da água realmente estava muito baixo: vivemos um período de estiagem, com menos chuvas, e o local tende a secar mais.

 

No momento que acompanhamos, de uma crise hídrica, em que somos obrigados a conviver com racionamento, não podemos ter o lago jorrando água a torto e a direito.

 

Mantivemos o nível de água mais baixo, sem comprometer a vida animal. Para as pessoas sem maior conhecimento técnico fica uma vista mais agressiva, já que algumas impropriedades do ambiente ficam mais visíveis. Não temos uma unidade de conservação para atuar 24 horas, portanto precisamos contar com a conscientização das pessoas, para que mantenham atenção quanto ao recolhimento de lixo, por exemplo."

 

 

Fonte: *Via CB/Clipping

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