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OPERAÇÃO PANATENAICO:Além de políticos e servidores presos, também Via Engenharia teve R$ 100 milhões bloqueados

Segundo investigadores do MPF e da PF, grupo criminoso teria agido para desviar recursos públicos de outras obras, como BRT Sul

O esquema revelado pela Operação da Polícia Federal Panatenaico não envolve somente a reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha.

 

De acordo com o Ministério Público Federal, as construções do BRT Sul e do Legado Urbanístico do entorno da arena (Lurb) também foram incluídas na mesma trama criminosa.

“Existem inúmeros outros elementos probatórios de que as irregularidades são mais amplas do que a reforma do Mané Garrincha”, destaca o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, ao determinar a prisão de 10 pessoas, entre elas, os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR).

Segundo o MPF, os elementos de prova coletados com as medidas cautelares, autorizadas nesta terça-feira (23/5) pela Operação Panatenaico, servirão também para auxiliar as investigações em andamento que envolvem essas obras.

Daniel Ferreira/Metrópoles

Por trás dos empreendimentos, estava praticamente o mesmo grupo criminoso que, conforme afirma o Ministério Público Federal, tinha o seguinte organograma: econômico (Andrade Gutierrez); administrativo (gestores); financeiro operacional (receptadores do dinheiro e atravessadores); e político (agentes políticos);

 

Os delatores da Andrade Gutierrez apontam a existência de um caixa 2 na empreiteira abastecido por dinheiro vindo não só dessas obras locais, mas como de diversos investimentos erguidos com recursos públicos e espalhados país afora.Resultado de imagem No GDF, a propina era repassada aos integrantes do esquema que seria liderado pelo governador Agnelo Queiroz.

Para a Polícia Federal e o MPF, Arruda, porém, foi quem “tramou” a licitação fraudulenta do Mané Garrincha para favorecer a Via Engenharia e a Andrade Gutierrez.


A defesa de Arruda (abaixo) diz que o ex-governador reafirma a sua inocência. 

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O advogado de Agnelo, Paulo Guimarães, ressalta que ele ficou “consternado” com a prisão e que vai se pronunciar depois que tiver acesso à denúncia.


Para os investigadores, a prisão temporária dos 10 alvos da operação da PF faz-se necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei, “considerando que os requeridos podem empreender novas operações de lavagem de dinheiro, dissipar ativos e efetuar tratativas visando a macular e a destruir provas, bem como movimentar contas bancárias ainda não identificadas.”


Veja os alvos das medidas cumpridas por ordem judicial

Prisões temporárias

José Roberto Arruda

Agnelo Santos Queiroz Filho

Nelson Tadeu Fillipelli

Maruska Lima de Souza Holanda

Nílson Martorelli

Jorge Luiz Salomão;

Sérgio Lúcio Silva de Andrade

Francisco Cláudio Monteiro

Fernando Márcio Queiroz

Afrânio Roberto de Souza Filho


Condução coercitiva

José Wellington Medeiros de Araújo

Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado

Alberto Nolli Teixeira


Indisponibilidade de bens

José Roberto Arruda: R$ 10 milhões

Agnelo Santos Queiroz Filho: R$ 10 milhões

Nelson Tadeu Fillippelli: R$ 6 milhões

Maruska Lima de S. Holanda: R$ 4 milhões

Nílson Martorelli: R$ 4 milhões

Jorge Luiz Salomão: R$ 4 milhões

Sérgio Lúcio Silva de Andrade: R$ 4 milhões

Afrânio Roberto de Souza Filho: R$ 3 milhões

Francisco Cláudio Monteiro: R$ 100 mil

Fernando Márcio Queiroz: R$ 10 milhões

Empresa Via Engenharia: R$ 100 milhões

 

Fonte: *Por:Marcia Delgado/Metropole/Clipping

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