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NO OLHO DA RUA...(NO XADREZ): Planalto informa que assessor de Temer preso nesta terça pela PF foi exonerado

Tadeu Filippelli é acusado de envolvimento em esquema de corrupção que desviou dinheiro da obra do estádio Mané Garrincha. Demissão vai ser publicada na edição desta quarta (24) do DOU.

Assessor do presidente Michel Temer, o ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli foi exonerado do cargo que ocupava no Palácio do Planalto, informou nesta terça-feira (23) a assessoria da Presidência.

Ainda de acordo com o Planalto, a demissão do assessor será publicada na edição desta quarta (24) do "Diário Oficial da União".

Filippelli foi preso nesta terça pela Polícia Federal (PF) na Operação Panatenaico, que investiga um suposto esquema de corrupção que desviou dinheiro da obra de reconstrução do estádio Mané Garrincha, em Brasília.


A Operação Panatenaico também prendeu nesta terça os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz - titular da chapa que Filippelli integrava - e José Roberto Arruda.

Eles são suspeitos de terem comandado os desvios de recursos públicos da construção da arena de Brasília.


O ex-vice-governador do DF atuava até esta terça-feira no 3º andar do Palácio do Planalto, mesmo pavimento do gabinete de Temer. Ele era assessor especial da Presidência desde setembro do ano passado. A remuneração de Filippelli na função era de R$ 12.445,7.

Foto do estádio Mane Garrincha em Brasilia antes do jogo Brasil x África do Sul (Foto: Felipe Schmidt/GloboEsporte.com)

Foto do estádio Mane Garrincha em Brasilia antes do jogo Brasil x África do Sul

Fillipelli foi preso com base nas delações premiadas dos executivos da Andrade Gutierrez no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo os delatores, ele teria sido um dos beneficiados pelo esquema de corrupção que agiu na reforma do estádio Mané Garrincha.


A arena foi construída para a Copa do Mundo de 2014. Orçada inicialmente em R$ 600 milhões, a obra acabou custando R$ 1,7 bilhão. Segundo os investigadores, o superfaturamento nas obras pode ter chegado a R$ 900 milhões.

Bloqueio de bens

 

Além de expedir os mandados de prisão, a Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio de até R$ 26 milhões de Arruda, Agnelo e Tadeu Filippelli.

Para Arruda e Agnelo, o bloqueio de bens é de até 10 milhões, cada um. De Filippelli, foi determinado o bloqueio de até R$ 6 milhões.


Além de Arruda, Agnelo e Filipelli, outras sete pessoas tiveram o pedido de bloquear bens, feito pelo Ministério Público Federal, atendido pelo Judiciário. O montante total das dez pessoas chega a R$ 50 milhões.

A construtora Via Engenharia, que participou de todo o processo licitatório no consórcio com a Andrade Gutierrez, também foi alvo de bloqueio de bens. Por determinação da 10ª Vara Federal de Brasília, o valor é de até R$ 100 milhões.

 

Fonte: *Por Gustavo Aguiar/G1/Clipping

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