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BASTIDORES DAS NOTÍCIAS NESTA 3a.: Valmir Amaral, do transporte coletivo ao táxi-mãe, entre outros fatos

Filho da mãe
O ex-senador Valmir Amaral (foto principal) usou a mãe para tentar convencer a Justiça a lhe devolver sua carteira de habilitação, suspensa desde 2016.

A medida foi tomada na tentativa de forçar o empresário a pagar dívidas do grupo Amaral. Em pedido de habeas corpus, o ex-senador disse que dona Ana Amaral está idosa, sofre de doença grave, e que só ele poderia levá-la a exames. Não colou.

 

O desembargador Josapha Francisco dos Santos, da 5ª Turma Cível do TJDF, negou o pedido e deu uma dica valiosa para o empresário. “A informação trazida aos autos desta impetração de que o paciente, ex-senador da República e grande empresário no ramo de transportes, possui círculo de amigos de alto padrão que podem beneficiar-lhe com o empréstimo de qualquer bem, inclusive veículos, também indica que poderão prestar-lhe colaboração nos seus deslocamentos”, destacou o desembargador na decisão. Já o passaporte, que também estava suspenso, foi liberado e Amaral comemorou: “Pelo menos posso passar o fim de ano em Miami”.

Rollemberg vegetariano

Kácio Pacheco/Metrópoles

Depois de tornar-se alvo das delações da JBS, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que recebeu R$ 852.831,75 de doação do grupo empresarial, tem usado o WhatsApp para se explicar. Listou oito pontos em que nega relação com a empresa e desafia executivos da JBS a “apontar qualquer benefício ou contrapartida que tenha recebido em função da doação eleitoral”. A mensagem tem sido enviada a deputados e integrantes do governo.


Do golpe na praça
à Lava Jato

Valter Zica/OAB-DF

 Antes de se tornar um advogado milionário-enrolado-preso, o brasiliense Willer Tomaz, detido no âmbito da Lava Jato desde 18 de maio, aplicou golpe na praça. Instaurado em 2006 pela extinta Delegacia do Consumidor (Decon), um inquérito apurou que Willer vendeu computador da marca HP para uma cliente pelo valor de R$ 4,4 mil. Na época, ele era dono de uma loja de informática em Taguatinga.

 

Mas o então empresário encerrou as atividades da firma antes que a cliente fosse buscar o notebook. Por telefone, Willer informou à mulher que o produto estava disponível para retirada em outro comércio. Quando chegou lá, a mulher recebeu uma máquina com memória e processador inferiores ao que havia pago.


… Ficou no preju…
De acordo com as apurações da polícia, a cliente lesada por Willer chegou a procurar o Procon. Em vão. Numa audiência de conciliação, a empresa apontada pelo advogado para entregar o notebook informou, à época, que não poderia arcar com promessas feitas por outras firmas. A cliente nunca conseguiu recuperar o valor investido na compra.


Veja a propaganda
que você não viu por aí

 

Divulgação


A União dos Policiais do Brasil bem que tentou emplacar outdoors e frontlights (modelo acima) criticando a posição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) na Reforma da Previdência. Mas levou um balde de água fria das empresas que fazem esse tipo de propaganda no Distrito Federal. Os representantes das entidades policiais foram informados, extraoficialmente, que há muitas licenças a vencer e as empresas preferem não desagradar o GDF. Temem uma retaliação e ações de retirada do material pela Agefis.


 

A maldição da Copa…

 Chama atenção o silêncio dos deputados distritais sobre o pagamento de propina aos ex-gestores do DF durante a reconstrução do Mané Garrincha, que levou à prisão Arruda, Agnelo, Filippelli e cia. Em 2014, o eleitor não confiou novo mandato à maioria dos distritais que tinha a missão de fiscalizar as obras da arena, mas deu de ombros. Da Comissão Especial da Copa do Mundo 2014 com cinco integrantes, Olair Francisco (PTdoB), Eliana Pedrosa (PPS) e Aylton Gomes (PR) ficaram sem mandato.

… colou em Maruska

Lula Marques/Secretaria da Copa

A Copa também não deu boa sorte à servidora de carreira da Novacap Maruska Lima, engenheira responsável pela obra do Mané Garrincha e que presidiu a Terracap durante o Mundial 2014. Durante a empreitada, era Maruska quem acalmava a equipe de governo envolvida com a arena sempre que surgiam más notícias ou questionamentos à construção. Dizia-se preparada para passar anos respondendo pelo monumento, e que isso era normal: ela levou uma década tendo que explicar o projeto do novo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, também suspeito de superfaturamento e executado no último governo Roriz. Maruska foi a responsável pelo Centro de Convenções, mas acabou presa pela construção do Mané.


 

Juiz nega reconhecimento
de paternidade/maternidade

Nova polêmica com o juiz Alex Gomes de Oliveira, da Vara de Família do Guará, que autorizou, ano passado, a PM a desocupar escolas da rede pública tomadas por estudantes. O magistrado negou reconhecimento de maternidade e paternidade a um homem de 30 anos, criado desde os cinco meses de vida pela família afetiva, em uma chamada adoção à brasileira (sem a formalização do processo).

 

O bebê foi deixado com a família pela mãe biológica, que foi trabalhar no exterior e disse não poder levar a criança. Até a adolescência, o menino teria falado apenas ao telefone com a mulher, mas os contatos cessaram. No processo, que corre em segredo de Justiça, ele conta que viveu com os pais afetivos até se casar e apresentou documentos, testemunhos e até boletins escolares assinados. No curso do processo, foi proibido pela irmã de criação de visitar os pais doentes. O casal morreu sem que o homem pudesse se despedir. Os telefonemas trocados com a mãe biológica até a adolescência do rapaz embasaram a decisão do juiz, para quem o vínculo nunca foi quebrado. De partir o coração.


Sandra, a magnânima

Felipe Menezes/Metrópoles

Caiu no colo da distrital Sandra Faraj (SD) o engavetamento do processo político contra os réus da Drácon. A deputada decidiu não comparecer à reunião da Mesa Diretora que extinguiu o processo contra os denunciados. Faraj se declarou impedida, uma vez que um dos acusados é Raimundo Ribeiro (PPS), integrante da comissão que a julgará por quebra de decoro. Como Ribeiro e seu suplente na Mesa, Cristiano Araújo (PSD), eram partes no processo, também não participaram da reunião. O voto de Sandra poderia levar a questão a um empate.

 

Uma errada anula uma certa?
Quase dois meses após excluir o Cebraspe (antigo Cespe/UnB) da banca organizadora do Enem 2017, o governo federal ainda não confirmou as entidades que tocarão o exame neste ano. As provas estão marcadas para novembro e o temor de muitos pais de candidatos é que os filhos não tenham tempo hábil para se preparar devidamente, conforme as regras dos novos organizadores. Afinal, o modelo antigo – com uma questão errada zerando uma certa – continuará valendo?

 

Fonte: *Por:LILIAN TAHAN/PEDRO ALVES/CARLOS CARONE/KELLY ALMEIDA/ANA HELENA PAIXÃO/(Com edição de Ana Helena Paixão e colaboração de Suzano Almeida)/Metropole/Clipping

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