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TODOS NA RUA: Justiça Federal revoga a prisão dos dez ex-gestores presos por fraudes no Mané Garrincha

Lista inclui dois ex-governadores, ex-vice, ex-secretários e empresários da capital. Prisão foi decretada no último dia 23, durante a operação Panathenaico da PF e do MPF.

Justiça Federal revogou nesta quarta-feira (31) a prisão provisória dos dez ex-gestores e empresários presos no último dia 26, em Brasília, por suspeita de fraudes na construção do estádio Mané Garrincha.

A lista inclui os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB).

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A concessão dos habeas corpus foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), responsável pela análise dos casos. Segundo a Polícia Civil, todos os suspeitos já tinham deixado o Departamento de Polícia Especializada (DPE) até as 20h20 desta quinta.

A soltura acontece um dia antes do término oficial da prisão provisória.


Resultado de imagem para CLAUDIO MONTEIRO DFAlém de Agnelo, Arruda e Filippelli, foram aceitos os pedidos do ex-chefe de gabinete dele Claudio Monteiro (PT), do dono da Via Engenharia Fernando Queiroz, da ex-presidente da Terracap Maruska Lima de Souza e do ex-presidente da Novacap Nilson Martorelli.


Os empresários Jorge Luiz Salomão e Sérgio Lúcio Silva de Andrade e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do GDF Afrânio Roberto de Souza Filho também foram soltos.


 

Prisões revogadas

 

Resultado de imagem para MARUSKA DFA prisão temporária dos dez citados começou no último dia 23, e foi prorrogada por mais cinco dias na sexta (26).

Sem os habeas corpus, o grupo permaneceria detido na superintendência da Polícia Federal e no DPE, pelo menos, até a próxima sexta (2).

Logo no início da manhã, foram soltos Agnelo, Martorelli, Queiroz e Maruska.

 

Na decisão, a Justiça acatou argumentos de que as diligências ligadas à operação Panathenaico, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, já tinham sido feitas. Com isso, segundo os advogados, não haveria necessidade de manter os suspeitos afastados de escritórios e documentos pessoais, por exemplo.

"A decisão foi técnica, isenta, extremamente bem fundamentada, demonstrando o respeito ao Estado de Direito, ainda que em épocas onde ele mais é atacado", afirmou um outro advogado de Agnelo, Daniel Gerber. Ele foi o responsável pelo pedido de habeas corpus na Justiça Federal.

No meio da tarde, o ex-secretário da Copa do Mundo no DF e ex-chefe de gabinete de Agnelo, Francisco Claudio Monteiro, também recebeu habeas corpus. Até as 19h, ele seguia detido na carceragem do DPE, à espera dos trâmites para a soltura.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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