compartilhar

SUPERFATURAMENTO DO ESTÁDIO: Polícia Federal faz buscas na Novacap para apurar fraudes nas obras do Mané Garrincha

Ex-gestores da Novacap, presos no dia 23, foram soltos nesta quarta. Além deles, ex-governadores Arruda e Agnelo, e o ex-vice Filippelli, são investigados por suposto esquema de corrupção na reforma do Mané Garrincha.

A Polícia Federal fez cumpriu mandado de busca e apreensão nessa quinta-feira (1º), no escritório da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), empresa responsável pela execução das obras públicas no GDF.

 

Dois ex-gestores da companhia estão entre os alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.


Segundo a PF, a medida autorizada pela Justiça Federal, ocorreu depois de os investigadores analisarem material apreendido na primeira fase da Operação Panatenaico, iniciada no dia 23 de maio.

Obra do estádio Mané Garrincha (Foto: TV Globo/Reprodução)

O ex-presidente da companhia, Nilson Martorelli, foi quem assinou e monitorou todos os contratos com empreiteiras para a construção do estádio. A engenheira Maruska Lima Holanda, ex-diretora de Obras Especiais da Novacap e ex-presidente da Terracap coordenou a construção do Mané Garrincha como representante do governo do Distrito Federal.


Agentes da PF passaram cerca de duas horas, entre 8h e 10h, nos andares do prédio onde ficam a sala da presidência da Novacap, a assessoria jurídica, de informática e ambiental. Segundo a empresa, os policiais recolheram dados para a investigação sobre as obras no Estádio Nacional Mané Garrincha. A Novacap disse que está colaborando com a Justiça.


Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), que ocupava o cargo de assessor do presidente Michel Temer, também foram presos na terça, 23 de maio e liberados na última quarta (31), junto com Martorelli. Maruska e outros ex-gestores.


Todos são alvos de uma operação que investiga um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

 

 Veja quem são eles:

Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte e governador do Distrito Federal entre 2011 e 2014

José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal entre 2007 e 2010. Foi preso preventivamente durante o mandato, por suposto envolvimento em suborno a jornalista e teve o mandato cassado por infidelidade partidária.

Nelson Tadeu Filippelli, ex-vice-governador na gestão Agnelo. Por oito meses, até esta terça, trabalhou como assessor especial do presidente Michel Temer. Após a prisão, ele foi exonerado do cargo.

Francisco Claudio Monteiro, ex-assessor de Agnelo. Durante o mandato do ex-governador, atuou como chefe de gabinete do Palácio do Buriti e Secretário Extraordinário da Copa 2014. Neste cargo, atuava diretamente na gestão do estádio

Nilson Martorelli, ex-presidente da Novacap. Responsável pela execução das obras públicas no DF, foi a empresa pública que assinou e monitorou todos os contratos com empreiteiras para a construção do estádio.

Maruska Lima Holanda, ex-diretora de Obras Especiais da Novacap e ex-presidente da Terracap. Funcionária de carreira da empresa desde 1998, ela coordenou a construção do Mané Garrincha como representante do governo.

Jorge Luiz Salomão, empresário do ramo de construção no DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.

Sérgio Lúcio Silva de Andrade, empresário do DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.

Fernando Márcio Queiroz, dono da Via Engenharia. A empresa do DF fazia parte do consórcio que construiu o Mané Garrincha, junto com a empreiteira Andrade Gutierrez.

Afrânio Roberto de Souza Filho, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Na ação do MPF, ele é citado como "operador financeiro" de Tadeu Filippelli, "conforme o acordo de leniência entre o MPF e a Andrade Gutierrez".

Arte Corrupção Mané Garrincha - Vale este (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

Fonte: *Via G1/Clipping

COMENTÁRIOS