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ARMAMENTOS: Bope e Batalhão de Choque da PM terão R$ 1,9 milhão para compra de equipamentos

Liberação de recurso foi publicada no Diário Oficial após militares usarem arma de fogo em protesto contra governo Temer. Compra inclui material para atiradores e instrumentos de 'menor potencial ofensivo', diz edital.

Uma semana após policiais militares do Distrito Federal fazerem disparos com arma de fogo durante manifestações contra o governo de Michel Temer, o GDF anunciou a abertura de duas licitações para compra de equipamentos para atiradores de precisão, instrumentos de menor potencial ofensivo e agentes químicos lacrimogêneos.


Os avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial desta sexta-feira (2) e prevêem, juntos, gasto de até R$ 1,9 milhão com as aquisições destinadas ao Bope e ao Batalhão de Policiamento de Choque “na medida da disponibilidade orçamentária e da real necessidade” da Polícia Militar.

Confronto entre policiais e manifestantes durante protesto contra o presidente Michel Temer, em Brasília (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

A PM informou ao G1 que as compras são preventivas, para manter o estoque dos produtos na corporação "diante da possibilidade de novas manifestações" na capital. Quanto aos instrumentos de menor potencial ofensivo, a polícia afirmou que são "meios eficazes e seguros para a preservação de vidas" e que apresentam "menor risco de danos à integridade física" dos manifestantes.

Confronto entre policiais e manifestantes durante protesto contra o governo do presidente Michel Temer, em Brasília  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Confronto entre policiais e manifestantes durante protesto contra o governo do presidente Michel Temer, em Brasília (


 

Protestos do dia 24

 

Imagens do protesto do último dia 24 em Brasília, divulgadas pelo jornal O Globo mostram dois policiais sacando as pistolas e atirando contra manifestantes nas imediações do Ministério da Agricultura. "Bora recuar, bora recuar", diz um dos policiais, durante os disparos.

No dia da manifestação, o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Nunes, classificou a situação como "não recomendada".


A PM abriu inquérito sobre o caso na semana passada, mas a investigação ainda não foi concluída – o Código de Processo Penal Militar prevê limite de 40 dias. Segundo a corporação, os policiais envolvidos foram apresentados ao Centro de Assistência Social para avaliação e "somente após essa avaliação será verificado se eles serão afastados ou não".

A polícia também informou que, "durante o decorrer das apurações, serão garantidos e respeitados todos os direitos de ampla defesa e contraditório, como determina nossa legislação”.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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