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PREOCUPANTE: Atolada na lama da corrupção, Terracap agoniza sem dinheiro e pode falir

Tida como a mina de ouro pelos inúmeros governos destes últimos 30 anos, a Companhia Imobiliária de Brasília ,Terracap, parece estar exaurida dando seus últimos suspiros no governo Rollemberg.

Com um histórico de corrupção do dinheiro público e de grilagem oficial de terras no DF, que envolve alguns de seus notórios ex-diretores, a empresa corre o risco de ganhar o óbito de falência


 

 

O rombo R$ 1,5 bilhão provocado pela construção do Estádio Nacional Mané Garrincha feriu de morte financeira a empresa que sempre vira caso de polícia ao fim de cada governo.

 

Resultado de imagem para maruska limaA ex-presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Maruska Lima de Souza Holanda, foi pega pela operação Panatenaico acusada de desviar recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014.


Em 2015, a imobiliária do GDF fechou o ano no vermelho com um prejuízo de R$ 255 milhões o qual segundo seus atuais gestores teria sido em consequência a crise financeira que afetou o mercado imobiliário do DF.


Mas a situação de pé na cova que foi transformada a Terracap tem outros ingredientes além dos desvios de recursos públicos que escorrem pelos ralos de suas suntuosas construções.

 

Os salários de seus diretores continuam sendo os maiores de toda a folha de pagamento do Governo do Distrito Federal, graças a distribuição dos dividendos sob o lucro auferido pela empresa.

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Alguns negócios da estatal também sucumbiram nos dois últimos anos.

O projeto Saída Norte onde a Terracap faria uma Parceria Público/Privada (PPP) no valor de R$ 36 bilhões, com notórias construtoras envolvida no antro de corrupção da Lava jato, está travado pela Justiça.

 

A área particular que está avaliada em 4 (quatro) bilhões de reais devido a sua localização estratégica e privilegiada, próximo à Península do Lago Paranoá se tornou alvo de turbação pela Terracap.


O “Saída Norte” seria um projeto imobiliário e de mobilidade urbana que tinha o objetivo de desafogar o trânsito de Brasília. De contrapartida as construtoras teriam uma enorme área 508 hectares de terras particulares da fazenda Brejo ou Torto do espólio de Joaquim Marcelino de Sousa.

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A Terracap foi acusada de ter falsificado com uma caneta bic uma escritura de 1944 no Cartório de Registros de Imóveis de Planaltina, ato que levou a justiça decretar prisão, afastamento do tabelião e intervenção ao cartório. Ficou também constatado que a certificação feita no INCRA emitida em favor da Terracap revela uma suposta negligência do fiscal de cadastros ao emitir um documento ilegal, segundo alega os herdeiros do espólio da fazenda Brejo ou Torto.
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As terras seriam a “moeda de troca” para que construtoras como OAS e Odebrecht erguessem no coração do Distrito Federal um “negócio da China”: um novo bairro residencial para até 100 mil habitantes.


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Outra Parceria Público/Privada (PPP) entre o governo Rollemberg que também não deu certo foi a construção de 1.502 unidades domiciliares econômicas que seriam erguidas em uma área de 32,87 hectares de proteção ambiental dentro dos Jardins Mangueiral.

 

O empreendimento Imobiliário, foi condenada pela 3º Vara da Fazenda Pública a pagar R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por dia se continuasse invadindo a área.


O governo Rollemberg recorreu, mas perdeu novamente e a obra está travada. A situação piorou com a delação da ex-secretária da Odebrecht, Maria Lúcia Tavares que trabalhava no chamado “Departamento de Propinas” da construtora.


Ele disse ao juiz Sérgio Moro que pagou a um elemento de codinome “grama” R$200 mil em espécie, em pagamento referente aos Jardins Mangueiral. A propina teria sido entregue no dia 5 de março do ano passado, em Brasília. Pelo menos duas das seis empresas do consórcio (Odebrecht e a Implavi), irrigaram fortemente a campanha do governador em 2104. As duas deram, em dinheiro, R$ 300 mil.


Sem ter de onde arrancar dinheiro a Terracap resolveu fazer o que deixou de fazer no inicio do governo Rollemberg: o processo de venda direta de lotes em condomínios que supostamente ocupam áreas públicas.

Arquivo Pessoal

Resolveu fazer isso após a publicação da Medida Provisória 759/2016 que tem a finalidade de promover a regularização fundiária em todo o país.

Isso era tudo que o governo Rollemberg não queria.

O governador e o presidente da Terracap Júlio César chegaram a dizer que a MP foi feita por grileiros e trabalham até o último dia no Congresso Nacional para não ser aprovada.


O governo de Brasília tentou estimular os moradores de condomínios a aderirem a venda direta, mas os moradores preferem esperar um pouco pela lei que será sancionada pelo presidente da República nos próximos 15 dias.

 

Diante desse quadro a situação da famigerada Terracap não é nada boa.

 

Fonte: *Por:Radar Condominios/Via:RadarDF

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