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INQUILINATO: Aluguel de imóveis na Grande Brasília tem nova queda, aponta pesquisa

Pelo segundo mês consecutivo, o valor registra queda na capital do país. O preço médio do m² foi de R$ 31,20 em maio

No Distrito Federal, cerca de 800 mil pessoas moram de aluguel.

Muitos não conseguiram realizar o sonho da casa própria.

Outros, preferiram dar à poupança destino diferente que não fosse a aquisição de um imóvel.

Para esses brasilienses, a notícia é boa.

O preço do aluguel na capital do país está em baixa.

O preço médio do m² ficou em R$ 31,20 em maio deste ano, valor 6,39% menor em relação ao mesmo período de 2016.

Foi a segunda redução consecutiva em 2017.

 

Em maio, a Asa Sul foi o local mais valorizado para aluguel. Já a Asa Norte sofreu a maior desvalorização, liderando o ranking de bairros mais procurados para se alugar.

Em relação às cidade-satélites, Samambaia esteve entre as que sofreram maior queda e menor valor por m²: R$ 14,58.

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Os dados são da VivaReal – plataforma digital que conecta imobiliárias, incorporadoras, corretores e consumidores.

O estudo foi feito em 30 cidades de diferentes regiões do país e considera mais de 2 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel.

Em apenas um mês, entre abril e maio, Brasília teve a terceira maior queda no valor médio do aluguel (-1,94%), ficando à frente, apenas, de João Pessoa (PB) e Recife (PE).

 

Lucas Vargas, diretor do VivaReal, explica que preços de imóveis têm relação direta com a economia. Ele esclarece que cidades cujas atividades comerciais são intensas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, sofrem um impacto maior com a crise. De acordo com ele, se há menos recursos no orçamento das famílias, há uma queda natural na procura, o que leva os donos de imóveis a reduzir os valores.


O momento é bom, por exemplo, para quem está negociando um novo contrato de aluguel. Diante da possibilidade de ficar com um imóvel vazio, muitos proprietários estão abrindo mão de fazer o reajuste anual dos contratos, previsto em lei.

Foi o caso da enfermeira Ana Amélia Castro, 31 anos. Dona de uma quitinete no Sudoeste, ela renovou o aluguel sem aumentar. “Meu inquilino sempre pagou em dia, nunca me deu problema e, ainda, fez a instalação de um armário que acabou valorizando o imóvel. Preferi mantê-lo do que majorar o valor”, explicou.

 

Clientela
Outras pessoas estão aproveitando a queda nos valores para fazer um upgrade e mudar para imóveis maiores pagando menos. O servidor público Waldilson Carvalho, de 54 anos, é um deles. Ele mora em Taguatinga Norte com a mulher e o neto.

 

Agora, busca um apartamento de três quartos, com mais benefícios. Isso porque, pelas pesquisas de mercado que fez, o valor que pagará por uma moradia maior é o mesmo que paga atualmente: R$ 800. Além disso, confirma que há pelo menos um ano não sente no bolso reajustes no preço do aluguel.

 

 “A imobiliária sabe que, se cobrar reajustes, é possível achar imóveis melhores e mais baratos”, argumenta.

 

A faturista Ana Carolina Medeiros, de 26 anos, fez o que Waldilson está planejando. Ela morou dois anos no Guará II e pagava R$ 950 por mês de aluguel. No começo de junho, mudou-se para um apartamento maior em Águas Claras, com vasta área de lazer e pagará R$ 900 de aluguel.

 

A recomendação do presidente do Sindicato de Habitação do DF (Secovi-DF), Hiram David, é que, antes de o locador exigir menores preços ou do locatário optar por reajustes, deve ser feita uma pesquisa de mercado na região, com imóveis nas mesmas condições, para negociar de forma justa. “O cenário abre margem para negociações e estabilidade nos preços. Isso vem ocorrendo em boa parte das locações no DF”, esclarece.

 

Vai alugar um imóvel ou renegociar seu contrato? Preste atenção nas dicas

Contratos antigos

Entre em contato com o proprietário do imóvel e agende um encontro para negociar o reajuste previsto em contrato.
Antes, pesquise quanto vale um aluguel de imóvel no mesmo prédio ou região em que você mora. Guarde anúncios publicados em jornal ou na internet. Eles podem ser muito úteis.


Ao se reunir com o proprietário ou com a imobiliária que administra o imóvel, lembre que você sempre paga em dia o aluguel, o condomínio e o IPTU.


Conta ponto, também, levar fotos que comprovem a boa manutenção do imóvel, como pintura, vidros e assoalho.


Contratos novos

Faça uma pesquisa de preços de imóveis semelhantes na região em que você deseja alugar para saber se o preço cobrado é condizente com o mercado.


Solicite uma minuta do contrato de aluguel com alguns dias de antecedência, pois todas as cláusulas devem ser analisadas com calma antes da assinatura.


Confira o valor do aluguel, índice de reajuste, valor do condomínio e quem fará o pagamento do IPTU, que é uma responsabilidade do proprietário.


A Lei do Inquilinato (em vigor desde 18 de outubro de 1991) determina 30 meses para o período de locação. Durante a sua vigência, o valor pode ser atualizado pelo IGP-M.


Cuidado com o estado do imóvel. Faça uma vistoria e liste eventuais problemas com pintura, vazamentos, vidros, maçanetas e anexe ao contrato. Na hora de devolver o imóvel, isso pode significar uma boa economia para o seu bolso.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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