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EVENTO NERD: Campus Party BSB começa com desafios a governo, e Rollemberg em asa-delta

Presidente do instituto desafiou governo a levar tecnologia a áreas de baixa renda; em resposta, ouviu que edição de Brasília quer ser a maior do país. Evento pretende reunir 50 mil pessoas em cinco dias.

A primeira edição da Campus Party em Brasília foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (14), em cerimônia marcada pela troca de “desafios” entre o governo do Distrito Federal e a organização do evento.

Durante um tour de inspeção, o governador Rodrigo Rollemberg chegou a se pendurar em um simulador de asa-delta.


“Sensacional. Esse evento é um evento maravilhoso, com a cara de Brasília. Uma cidade inovadora, empreendedora, e é isso que queremos", declarou, ao descer da estrutura. O simulador faz parte do espaço aberto da Campus Party, e poderá ser testado pelo público entre quinta (15) e sábado (17).

Durante a apresentação do evento, o presidente do Instituto Campus Party, Francesco Ferruggia, desafiou o governo local a expandir esse contato com a tecnologia para as regiões de baixa renda da Grande Brasília.

O encontro acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no centro da capital federal, e o ingresso mais barato saiu por R$ 150.

Presidente do Instituto Campus Party, Francesco Ferruggia, na abertura de evento em Brasília (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Presidente do Instituto Campus Party, Francesco Ferruggia, na abertura de evento em Brasília

 

“Quero fazer um desafio para que levemos robótica para as escolas, essa tecnologia para os bairros pobres, como já falamos”, disse Ferruggia.

A “resposta” do desafio veio do Secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social do GDF, Thiago Jarjour. Segundo ele, a intenção do governo é transformar a edição de Brasília no evento principal da Campus Party no país – hoje, a edição nacional acontece em São Paulo.


Para cumprir o desafio até 2019, como foi dito pelo secretário, a Campus Party Brasília terá de dobrar o público nas próximas edições. A expectativa dos organizadores é de receber entre 40 mil e 50 mil pessoas nos próximos cinco dias. Em SP, os números atingem a casa dos 100 mil.

“Se a nossa Campus Party ainda não será a maior, neste ano, será a mais charmosa. Queremos criar um novo tipo de ativismo, o ‘hacktivismo’, e convidar todas essas pessoas para descobrir, criar alternativas, aplicativos, modelos que tornem a vida melhor”, declarou Rollemberg.


 

Acima do esperado

 

O diretor-geral da Campus Party Brasil, Tonico Novaes, falou à imprensa sobre a “dificuldade” de abrigar todos os participantes que tentavam acampar no evento de Brasília. Os espaços de camping reúnem cerca de 3 mil barracas, e as vagas acabaram com um mês de antecedência.

“Tivemos que vir duas vezes aqui para descobrir onde íamos colocar tanta barraca. Todo o espaço do Centro de Convenções está tomado pelas barracas”, disse Novaes.


O acesso dos participantes às barracas foi liberado no fim da manhã. Por volta do meio-dia, o governador Rodrigo Rollemberg cortou a fita inaugural e os grupos começaram a reservar as bancadas no pavilhão principal, restrito para quem pagou ingresso, logo em frente ao palco principal das palestras.

A cerimônia oficial de abertura acontece nesse palco, nesta quarta, a partir das 19h. Às 20h, o CEO e cofundador da Campus Party, Paco Ragageles, faz palestra sobre o futuro do mercado de trabalho, em meio à chegada dos robôs e da inteligência artificial.

 De quinta (15) a sábado (17), a programação começa nas primeiras horas da manhã e se estende até o fim do dia.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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