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ROGACIONISTA DO GUARÁ: Homem é morto em frente da escola enquanto esperava os filhos

Testemunhas dizem que garoto com uniforme de outra escola fez disparo. Até as 13h, a Polícia Militar não tinha informações sobre o autor do crime.

O servidor do Senado Eli Roberto Chagas teria sido abordado por um menor uniformizado, que roubou o seu carro. Ele levou um tiro e morreu na hora

 

"Tem uns grupinhos de 'malas' que ficam aqui rodeando, observando os meninos com celular o dia inteiro. A gente já avisou, já reclamou, mas não adianta. Precisa morrer gente, parece. Eu estaciono sempre embaixo da mesma árvore, você imagina" - Pai de aluno que estuda na escola em frente da qual outro pai foi morto nesta tarde


Um homem de 51 anos foi assassinado a tiros na tarde desta terça-feira (2) em frente à um colégio particular do Guará II, cidade-satélite de Brasília, enquanto aguardava a saída do filho. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no local.

 

Testemunhas afirmaram à polícia que um adolescente com camiseta de outro colégio foi responsável pelos disparos.

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O crime aconteceu pouco antes do meio-dia, horário de saída da turma da manhã. Até as 13h, a Polícia Militar ainda não tinha informações sobre o autor. Policiais sobrevoavam a região de helicóptero tentando localizar o carro da vítima, que foi levado pelo criminoso. O veículo era novo – o homem havia retirado o carro nesta terça da concessionária.

De acordo com testemunhas, o jovem abordou o homem e anunciou o assalto, pedindo as chaves do carro. Segundo a PM, o homem reagiu e foi baleado.Sob o olhar de curiosos, policiais bloqueiam área onde homem foi morto após reagir a assalto  (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

A escola tem cerca de 1,6 mil alunos. O diretor, Ademar Tramontin, diz que a família era participativa e que os dois filhos da vítima, de 15 e 10 anos, não chegaram a ver o corpo do pai. "Assim que ficamos sabendo, mantivemos eles dentro da escola até a família chegar", diz.


As aulas da tarde foram mantidas na unidade porque, segundo Tramontin, muitos alunos já tinham chegado de van escolar ou levados por pais a caminho do trabalho. O colégio tem vertente católica e fez uma oração antes de recomeçar as aulas.


Uma empresária que trabalha a menos de cem metros do local afirma que um crime semelhante foi registrado há poucas semanas. "Assaltaram a dona da autoescola aqui ao lado não tem três semanas. Também à luz do dia, meio-dia, aqui em frente, com arma."

No local, pais de alunos reclamavam da insegurança. "Tem uns grupinhos de 'malas' que ficam aqui rodeando, observando os meninos com celular o dia inteiro. A gente já avisou, já reclamou, mas não adianta. Precisa morrer gente, parece. Eu estaciono sempre embaixo da mesma árvore, você imagina", diz um pai que não quis se identificar.

 

 

Fonte: *G1 - Clipping

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