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CRISE HÍDRICA: Caesb estuda usar volume morto do Reservatório do Descoberto em última instância contra seca

Companhia de água avaliou investimento em R$ 10 milhões para uso do líquido "precioso", mas afirma que estudos ainda estão em andamento. Água 'extra' seria mais uma garantia para enfrentar crise hídrica.

A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) informou nesta segunda-feira (26) que estuda a retirada de água do volume morto do reservatório do Descoberto para ajudar a enfrentar a crise hídrica do Distrito Federal.

A água fica normalmente abaixo do ponto onde os canos de captação da empresa costumam chegar.

Para isso, seria necessário um investimento de R$ 10 milhões.

 

Segundo o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, não se pode descartar nenhuma possibilidade de "backup" para o abastecimento de água.

 

“O volume morto do Descoberto tem dificuldades técnicas para extração, por isso exige um investimento maior, mas não podemos descartar nenhuma possibilidade.”

 

A preocupação da Caesb é com o aumento do uso de água nos meses de agosto e setembro, por conta das temperaturas mais altas.


“Intensificaremos as campanhas com a população para o uso racional da água”, explicou Luduvice. Segundo a companhia, o Reservatório de Santa Maria não possui viabilidade técnica para esse tipo de retirada, e a água do Lago Paranoá só estará nas torneiras dos brasilienses no final de 2017, após o período de seca.


Nas últimas semanas, o volume dos reservatórios em Brasília tem aumentado. Um dos motivos é explicado pela onda de frio, que reduz o consumo de água. A Caesb afirma também que vem realizando medidas como o revestimento de canais, para evitar o desperdício.

Curva projetada para nível do Descoberto este ano

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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