compartilhar

OPERAÇÃO DRÁCON: TJDF marca julgamento de recursos de réus distritais para 4 de julho, próxima semana

Deputados distritais são acusados de corrupção passiva por supostamente aprovarem emendas parlamentares para a saúde em troca de propina

O recesso para os cinco deputados distritais réus na Operação Drácon não será de sombra e água fresca, ao menos na primeira semana de julho.

 

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) marcou para a terça-feira da semana que vem — 4 de julho — o julgamento dos últimos embargos* impetrados pelas defesas dos deputados.

Celina Leão (PPS), Cristiano Araújo (PSD), Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Julio Cesar (PRB) são acusados de aprovar emendas parlamentares para a saúde em troca de propina.

 

Segundo Celina Leão, o julgamento tratará apenas de embargos protocolados por seus advogados relativos aos posicionamentos dos desembargadores durante o acolhimento da denúncia.

Resultado de imagem para operação dracon df


Raimundo, Celina e Renato conversam

 

Em março, a Justiça acatou denúncia contra os cinco parlamentares por corrupção passiva, mas não aprovou o afastamento dos distritais de seus mandatos, como queria o Ministério Público do Distrito Federal (MPDF).

 

A acusação do MPDF foi motivada por áudios gravados pela deputada distrital Liliane Roriz (PTB) e operações de busca e apreensão feitas na sede do Legislativo local, em parceria com a Polícia Civil, em agosto de 2016.

Nas gravações, a então presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, supostamente relataria à colega a divisão de propina, que seria paga por empresários da área da Saúde em troca da aprovação de emendas. O esquema envolveria toda a Mesa Diretora, além de Cristiano Araújo.


No fim de 2015, os deputados aprovaram a destinação de R$ 30 milhões para pagar contratos do GDF com empresas da área da saúde.

Segundo a denúncia do MPDF, antes dessa votação, Bispo Renato e Julio Cesar teriam tentado extorquir o empresário Afonso Assad, ligado à área de construção civil. A ideia era que as emendas fossem destinadas à reforma de escolas no DF.


Assad teria negado entrar no esquema. Por essa razão, alega o Ministério Público, Cristiano Araújo passou a ser o responsável por encontrar um setor que concordasse em pagar a propina. Araújo, então, teria sugerido as empresas responsáveis por unidades de terapia intensiva (UTIs) em hospitais públicos da Grande Brasília. Todos os réus negam quaisquer irregularidades.

 

Resultado de imagem para deputados distritais na operação dracon df

Operações na Câmara Legislativa
Em duas operações, a Polícia Civil apreendeu material nos gabinetes dos deputados, além de os levar coercitivamente para depor.

Escutas também foram instaladas nos gabinetes na tentativa de conseguir capturar conversas dos parlamentares que produzissem novas provas sobre as emendas.

 

Em 26 de maio, a Mesa Diretora arquivou um pedido de cassação contra os cinco deputados, protocolado pela ONG Adote um Distrital.

A justificativa é que a Justiça não havia acolhido o pedido do MPDF de afastar os réus dos respectivos seus mandatos.

 

*Ao contrário do informado anteriormente nesta matéria, o julgamento é apenas referente a recursos apresentados pelos deputados, e não dos parlamentares em si

 

Fonte: *Por:Suzano Almeida/Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS