compartilhar

OPERAÇÃO GENEBRA: MPDF e Polícia Civil deflagram 2a. fase operação contra fraude em contrato da Saúde

Na mira ex-secretário adjunto de Saúde

A Polícia Civil e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) deflagraram a segunda fase da Operação Genebra na manhã desta quarta-feira (28), que apura fraudes em licitação envolvendo a Cruz Vermelha de Petrópolis, no Rio de Janeiro, e as Unidades de Pronto Atendimento de São Sebastião e Recanto das Emas.

 

O alvo da ação desta manhã é o ex-secretário adjunto de Gestão da Secretaria de Saúde, Fernando Antunes.

Giovanna Bembom/Metrópoles

Agentes estão na casa de Antunes, onde cumprem mandado de busca e apreensão. A mulher dele, Márgara Raquel Cunha, também é investigada.

 

De acordo com o apurado, o casal tem ligação com a contratação da Cruz Vermelha de Petrópolis para gerir as UPAs do DF, referente a contrato firmado em 2010, avaliado em R$ 3,5 milhões.

A primeira fase da Genebra foi deflagrada no último dia 22. Foram cumpridos três mandados de prisão no Rio de Janeiro e nove mandados de condução coercitiva em Brasília.

 

O ex-secretário de Saúde, Joaquim Carlos da Silva Barros Neto foi alvo de condução coercitiva para prestar depoimento na Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap).

Os demais alvos foram: Déa Mara Tarbes de Carvalho, ex-subsecretária de programação, regulação, avaliação e controle da Secretaria de Saúde; José Carlos Quináglia e Silva, ex-subsecretário de atenção à saúde da SES; e Alba Mirindiba Bonfim Palmeira, ex-secretária adjunta de saúde.


Quatro de ex-integrantes do Conselho de Saúde do Distrito Federal também são investigados. São eles, Fátima Celeste, Maria Luzimar, Asenath Teixeira e Flora Rios.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra três ex-dirigentes da Cruz Vermelha de Petrópolis: Douglas Souza de Oliveira, Richard Strauss Cordeiro Junior e Tatty Anna Kroker.

Eles são investigados pelos crimes de dispensa de licitação, uso de documento público falso, peculato e lavagem de dinheiro. O nome da Operação é uma alusão à cidade-sede da Cruz Vermelha Internacional.

Agora, a Operação Genebra apura supostos crimes de peculato, dispensa ilegal de licitação, uso de documento falso e lavagem de dinheiro praticados por agentes públicos.
A investigação está a cargo da 4ª Promotoria de Jusrtiça de Defesa da Saúde, da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público Social e da Delegacia de Combate aos Crimes contra o Patrimônio Público (DECAP).

 

Na primeira fase da operação, em depoimento à Decap, Fernando Antunes permaneceu calado. A ex-subsecretária de Saúde Dea Mara Torres disse que submeteu, em 2009, a Antunes o edital de chamamento público que levou à contratação da Cruz Vermelha com filial em Petrópolis como organização social para administrar as UPAs do Recanto das Emas e de São Sebastião.
Resultado de imagem para upa recanto das emas

O outro lado
Em nota, a Direção Nacional da Cruz Vermelha Brasileira esclareceu que tem colaborado desde o início com as investigações a respeito de fraude em contrato de saúde com o Distrito Federal. Segundo a entidade, o convênio alvo de investigação foi realizado em junho de 2010, unilateralmente, pela unidade regional de Petrópolis sem anuência do órgão central.

“Devido à gravidade desse problema, a atual direção nacional incluiu esse tema na auditoria internacional, com a consequente intervenção da unidade regional de Petrópolis, afastamento dos dirigentes regionais”, informou.

“Desde aquela época, a atual diretoria da CVB mudou seu estatuto e sistemas de normas e controle, adotando medidas que impedem ocorrências de situações similares, aumentando o controle da direção da entidade”, explicou em nota.

 

COMENTÁRIOS