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CRISE HÍDRICA: Em um mês de trabalho, obra para tirar água do Lago Paranoá está em 18 por cento

Empresa que venceu licitação já recebeu 21% do total do contrato, de R$ 42 milhões. Prazo de conclusão está mantido para setembro; sistema vai retirar 700 litros por segundo.

Um mês depois do início dos trabalhos, a obra emergencial para captar água do Lago Paranoá já está com 18% executados.

Segundo a Caesb, dos R$ 42 milhões empenhados, a empresa Enfil S/A Controle Ambiental já recebeu R$ 8,868 milhões – o equivalente a 21% do total do contrato.


A companhia de saneamento voltou a dizer que a previsão para entrega da obra está prevista para setembro.

Quando o sistema começar a funcionar, deve retirar 700 litros do Lago Paranoá por segundo para reforçar o abastecimento das regiões que atualmente recebem água do sistema Santa Maria/Torto.


 

Entenda

 

No pregão, a Enfil ficou em segundo lugar.

Ela só foi escolhida porque uma empresa de pequeno porte tinha apresentado um preço menor, mas foi desclassificada porque ficou avaliado que ela não daria conta de fazer a obra.


Segundo o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, o modelo de captação é semelhante ao usado no Oriente Médio para retirar água do mar, em região desértica.

Como o governo tem previsão de fazer uma outra obra a longo prazo e definitiva no Lago Paranoá, esta estrutura emergencial deve ser desativada.

 

"Mesmo com a obra desativada, a estrutura pode ser reaproveitada em outros espaços."

 

 

Funcionamento

 

O circuito, que funciona com energia elétrica, vai puxar a água do Paranoá e transportá-la para uma estação móvel de tratamento, composta por membranas de moléculas grandes e com elevada capacidade de filtragem.

Essas membranas, instaladas em cointêineres, vão ficar perto da margem do lago.

Depois de tratada, a água será bombeada para dois reservatórios ligados à rede que abastece a Grande Brasília.

 

O volume captado irá abastecer Lago Norte, Varjão, Paranoá, Itapoã, Taquari e Sobradinho 2 e desafogar o reservatório de Santa Maria. Um sistema de bombas também será instalado para interligar o tanque ao do Descoberto, o mais atingido pela crise hídrica.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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