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EFEITO CRUZ VERMELHA: Demora para inaugurar UPAs amplia prejuízos e a revitalização ficou milionária

Após dois anos paradas enquanto aguardavam gestão, as unidades foram depredadas, e a revitalização ficou milionária.

O contrato entre o GDF e a Cruz Vermelha de Petrópolis para gerir duas Unidades de Ponto Atendimento (UPA) na Grande Brasília está na mira do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF).

Promotores apontam um prejuízo de R$ 9 milhões pelo pagamento do serviço que nunca foi prestado.

 

Contudo, o contrato malsucedido rendeu um rombo ainda maior. Após dois anos paradas enquanto aguardavam gestão, as unidades foram depredadas, e a revitalização ficou milionária.

 

Dados obtidos pelo Destak junto à Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontam que apenas a UPA de São Sebastião teve seu investimento total ampliado para R$ 7 milhões com a revitalização, o que indica um gasto de cerca de R$ 3 milhões com a reforma da unidade.

O valor corresponde a quase a totalidade gasta para construir novas UPAs.

 

A construção se deu no mandato de José Roberto Arruda (PR), em 2010, que na época anunciou o gasto de R$ 4 milhões para as obras de cada uma.

 

Contudo, o pagamento foi suspenso no mesmo ano, devido a indícios de irregularidades no contrato, que tinha como alvo as unidades de São Sebastião e Recanto das Emas. Entre elas a suspeita de fraude nos documentos que comprovam a capacidade da associação de gerir o espaço. As unidades ficaram paradas por dois anos.

 

Denúncia

O MPDF denunciou ontem 13 envolvidos no contrato com a Cruz Vermelha, entre ex-servidores, ex-conselheiros de saúde e ex-dirigentes da Cruz Vermelha de Petrópolis.

Os crimes são por lavagem de dinheiro, dispensa de licitação e peculato. Entre os denunciados estão o ex-secretário de saúde Joaquim Barros, o ex-secretário de Gestão da SES, Fernando Antunes. O Destak não localizou a defesa dos envolvidos.

 

Fonte: *Via Destak/Clipping

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