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PROCURADOS: Polícia investiga paradeiro de casal dono da rede de supermercados SuperMaia

Casal é acusado de crime contra ordem tributária; MP alega 'necessidade de preservar a ordem pública e econômica'. Defesa diz que clientes estão viajando.

A Polícia Civil do Distrito Federal procura o casal dono da rede de supermercados SuperMaia, alvo de um mandado de prisão preventiva – por tempo indeterminado.

 

A corporação informou ter recebido a ordem judicial para prendê-los na tarde de terça-feira (4).

Segundo a defesa do casal, eles estão viajando e foram orientados a voltar "o mais rápido possível".

 

Os advogados também disseram que iriam entrar com habeas corpus para derrubar o pedido de prisão.

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Os empresários José Fagundes Maia Neto e Maria de Fátima Gonçalves do Santos Maia tiveram a prisão decretada pela Justiça.

 

 

Os empresários foram denunciados pelo Ministério Público em 2015 e em 2016 por lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária.


A prisão foi decretada na última sexta-feira (30). A Promotoria de Defesa da Ordem Tributária justifica a “necessidade de preservar a ordem pública e econômica”.

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Segundo o MP, os dois são os principais responsáveis pela gestão de um suposto esquema criminoso que envolve a administração de empresas do grupo SuperMaia. O casal possui 60 execuções fiscais em andamento, além de outros processos criminais.


De acordo com os promotores, o casal fez saques, em espécie, de valores acima de R$ 100 mil, como forma de burlar a cobrança de impostos. A investigação também demonstrou que este ano, foram sacados de contas particulares e das empresas mais de R$ 1,65 milhão.

Acusações

 

Entre as operações suspeitas realizadas pelo casal, o MP destaca a compra, em abril de 2017, de um par de brincos de ouro no valor de R$ 65,6 mil. O total teria sido pago em espécie.


Os empresários são acusados de não recolher o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em valor superior a R$ 200 milhões.


De acordo com o pedido de prisão, o suposto crime contribuiu para agravar a crise financeira enfrentada pelo GDF nos últimos anos.

"Os representados fizeram de seu meio de vida, a prática reiterada de crimes contra a ordem tributária, o que ocasionou grave dano ao erário e à sociedade do Distrito Federal."

 

Entenda o caso

 

Em 2015, seis sócios-administradores do grupo SuperMaia foram denunciados por crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Eles eram acusados de não recolher o ICMS, em valor superior a R$ 200 milhões.


Os crimes teriam ocorrido entre 2004 e 2015. Este ano, nova denúncia foi ajuizada pelos mesmos crimes. Segundo o Ministério Público, o valor da fraude, praticada entre janeiro e junho de 2016, era de cerca de R$ 4 milhões.

O ICMS é um imposto indireto e, por isso, o comerciante não arca com o pagamento do tributo, deve apenas repassar aos cofres públicos o valor cobrado do consumidor final.


De acordo com o MP, as empresas do grupo SuperMaia "além de praticar os crimes tributários", os acusados "escondiam a origem ilícita do dinheiro". Para os promotores, os empresários "recorriam frequentemente à lavagem de dinheiro, reinvestindo os valores nas próprias empresas".

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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