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COMBUSTÍVEIS: Diferença no preço do litro da gasolina chega a 27,5 por cento em postos da Grande Brasília

Metrópoles percorreu postos no Plano Piloto, SIA, Núcleo Bandeirante, Guará e Taguatinga. Valores vão de R$ 3,05 a R$ 3,89

Os postos de combustível do Plano Piloto e cidades-satélites adotaram estratégias diferentes após o reajuste de 1,8% na gasolina autorizado pela Petrobras na segunda-feira (3/7). Enquanto alguns estabelecimentos mantiveram o preço em R$ 3,05, outros estão cobrando até R$ 3,89, uma diferença de 27,5%. O Metrópoles percorreu Plano Piloto, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Guará, Núcleo Bandeirante e Taguatinga para ver o comportamento das bombas.


O consumidor que pesquisar poderá economizar R$ 42 para abastecer um tanque de 50 litros, por exemplo. E, para isso, não precisará andar muito.

Fotos: Rafaela Felicciano/Metrópoles

 Tamanha variação no preço da gasolina é uma realidade relativamente nova para o brasiliense.

 

Em dezembro de 2015, a Operação Dubai colocou um ponto final no cartel praticado pelos empresários do setor.

A concorrência, aliada à lei que permitiu a cobrança de preços diferenciados em dinheiro e no cartão, provocou uma mudança de hábito nos consumidores brasilienses que, agora, costumam pesquisar antes de encher o tanque. “Fiquei surpreso quando o posto em que sempre abasteço aumentou. Estava R$ 3,19 na segunda e, hoje, R$ 3,69. Pior para eles, porque perderam o cliente. Aqui pertinho tem um que vende a R$ 3,09”, disse o servidor público Jonas Gonçalves, 32 anos.


O aumento nas bombas pegou muita gente de surpresa. “Sempre abasteci aqui porque o preço era um dos melhores da praça. Não entendi nada quando vi o reajuste”, lamentou o professor de Educação Física Eldrey Arrais, 39 anos. No posto da 207 Sul, onde ele estava, o preço passou de R$ 3,05 para R$ 3,59.

 

Um gerente que pediu para não ter o nome divulgado explicou à reportagem que os preços estão mudando quase que diariamente, em função da concorrência: “Tem muita promoção. O consumidor deve ficar atento”. Diante da estratégia de “aumenta/reduz”, os clientes ficam surpresos. “É brincadeira o que a Petrobras faz com a gente? Fiquei sabendo agora que aumentou algo em torno de 0,60 centavos. O cartel voltou? Nada justifica essa grande mudança depois de tantas diminuições no valor do litro”, criticou o supervisor de frota Marco Antônio Camargo, 50 anos.


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Em novembro de 2015, a Operação Dubai, da Polícia Federal, desarticulou um cartel que dominava as vendas de combustível no DF. O esquema era liderado pelo grupo Cascol, responsável por 30% dos postos de gasolina da capital. Cinco meses depois, em abril do ano passado, coube a um interventor, nomeado pelo Cade, administrar o grupo. Na época, o preço médio da gasolina chegou a R$ 3,96, segundo a ANP.


Em abril deste ano, o conselho e o Ministério Público do DF (MPDF) multaram a rede em R$ 148,7 milhões por formação de cartel e determinou que o grupo vendesse parte de seus postos.

 

Fonte: *Por:Nathália Cardim/Metropole/Clipping

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