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RESCALDO DE 6a.FEIRA: Rodoviários terão de compensar paralisação com horas extras

Ônibus ficaram 18 horas sem rodar na última sexta em protesto contra reformas do governo Temer. Acordo firmado com empresas garante pagamento de 50% por adicional de expediente.

As cinco empresas de ônibus do Distrito Federal fecharam acordo com o Sindicato dos Rodoviários para que as horas não trabalhadas durante a paralisação da última sexta-feira (30) sejam compensadas.

O "pagamento" será feito com horas extras.


Em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho nesta terça (4), a categoria aceitou a proposta com a condição de que receba o adicional de 50% sobre as horas extras.

Na prática, os rodoviários serão remunerados pelo dia trabalhado apenas com essas horas, deixando de receber por aquelas definidas em contrato.


Motoristas e cobradores que têm banco de horas, terão a compensação descontada deste aporte. Aqueles que não têm horas extras, terão de fazê-las no prazo de 120 dias. No acordo, o vale-refeição ou alimentação dos rodoviários não foi descontado pela paralisação.

 

Negociações

 

No último domingo (2), as empresas – Urbi, Pioneira, Marechal, São José, Piracicabana e TCB – ofereceram proposta de reajustar salário, cesta básica e vale-alimentação em 3,9% – com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os rodoviários rejeitaram.


A categoria quer 10% de reajuste salarial e 20% no vale-alimentação, além de passe livre para uso do metrô. No entanto, as viações afirmam que não têm condições de garantir aumento superior ao ofertado e que os rodoviários do DF são os mais bem remunerados do país.

 

"Eles têm o melhor salário por hora. Em três anos, tiveram o maior ganho real, com 40% de reajuste entre 2014 e 2016."

 

Diante do impasse, os rodoviários decidiram não fazer horas extras – as chamadas "meias-viagens" – nesta segunda (3). Apesar de não afetar a frota, a oferta do serviço foi reduzida em 30% nos horários de pico, das 5h e das 18h.

 

Histórico das paralisações

 

Transporte pirata ocupou o lugar dos ônibus na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília (Foto:  Foto: Luiza Garonce/G1)Transporte pirata ocupou o lugar dos ônibus na rodoviária do Plano Piloto,

Em maio, os rodoviários também interromperam os serviços, mas por outro motivo. Na ocasião, quatro das cinco empresas que rodam com ônibus convencionais no DF fizeram greve por atraso no pagamento de salários e benefícios a motoristas e cobradores.

Eles cobravam o adiantamento de 40% do salário. Apenas a Piracicabana, que havia feito os depósitos, conseguiu tirar os carros da garagem. Em defesa, as empresas disseram que a dívida do GDF na época alcançava R$ 200 milhões e, por isso, havia dificuldade para honrar a folha salarial.

A Secretaria de Mobilidade informou ao G1 que o governo estava "cumprindo o cronograma de pagamento", definido no ano passado. No mesmo dia, horas depois, as viações efetuaram os pagamentos e os ônibus voltaram a rodar.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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