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CRISE HÍDRICA: Economia de água em Brasília deve ser maior com aumento das temperaturas, diz Caesb

Fim do inverno e chegada da seca tornam racionamento ainda mais necessário, diz presidente da Caesb, Maurício Luduvice. Instituto de Meteorologia prevê máxima de 27 ºC na próxima semana.

Mesmo com o nível dos reservatórios acima do esperado, o racionamento de água no Distrito Federal deve ser mantido até que as chuvas voltem a cair, segundo a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).

 

O aumento das temperaturas e a chegada da seca tornam a economia de água ainda mais necessária, segundo o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

Luduvice afirmou ao G1 que o frio contribuiu para que o consumo de água fosse reduzido nos últimos meses, entre junho e as primeiras semanas de julho, quando a sensação térmica prevista pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi de 2 ºC. Mas disse que é preciso ter ainda mais cautela com a mudança de estação.


De acordo com projeções mensais calculadas pela Agência Reguladora de Águas (Adasa), o reservatório do Descoberto fechou junho com 1,95 ponto percentual além da expectativa. O de Santa Maria alcançou volume ainda maior, com 2,9 pontos percentuais acima.

(Veja projeções abaixo).

Mesmo assim, Luduvice reforça que ainda é preciso economizar, já que o calor e a seca podem estimular maior consumo de água. "Já chegamos até aqui, não podemos correr o risco de ficar sem água na seca, há 60 dias do período de chuva", disse.


Curva de acompanhamento do nível do reservatório do Descoberto, em Brasília, até dezembro de 2017 

Curva de acompanhamento do nível do reservatório do Descoberto, em Brasília, até dezembro de 2017 (Foto: TV Globo/Reprodução)

Segundo o Inmet, as temperaturas devem começar a aumentar gradativamente a partir da próxima semana, com mínima de 14 ºC e máxima de 27 ºC.

A umidade também deve cair, podendo chegar a 20% logo na primeira semana de agosto.

Com o período da seca apenas começando, as chuvas ainda devem demorar para voltar a encher os reservatórios, segundo o meteorologista Hamilton Carvalho.

As primeiras gotas de água podem começar a cair ainda no final de agosto, de acordo com ele, mas até setembro a quantidade prevista será insuficiente para alterar significativamente o nível das barragens.


"As primeira chuvas geralmente começam em setembro, mas muito poucas e de forma muito irregular. Os meses de maior intesidade são dezembro, janeiro e fevereiro."

 

Nível reservatórios

 

Temendo situação crítica durante a seca, a Adasa estabeleceu curvas de acompanhamento do nível dos reservatórios até dezembro de 2017, com base em dados da vazão dos afluentes e captação de água pela Caesb. Os números também servem como "metas" a serem alcançadas.

Curva de acompanhamento do nível do reservatório de Santa Maria, em Brasília, até dezembro
Curva de acompanhamento do nível do reservatório de Santa Maria, em Brasília, até dezembro (Foto: TV Globo/Reprodução)

Ao fim de junho, a Adasa esperava nível de 46% tanto no reservatório do Descoberto quanto no de Santa Maria. No entanto, as medições mostram que no dia 30 o Descoberto estava em 47,95% da capacidade e Santa Maria, com 48,90%.

Para julho, a previsão é que o nível das barragens esteja em 36% e 40% respectivamente. Segundo a última medição da Adasa, neste domingo (23), o Descoberto estava com 41,8% e Santa Maria com 45,2%.

 

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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