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ALTA DO PIS E COFINS: Postos de Brasília são investigados após reajuste no preço dos combustíveis. VEJA PREÇOS...

Procon finalizou operação nesta segunda para verificar 'aumento substantivo na margem de lucro'. Pesquisa da TV Globo mostrou variação máxima de R$ 0,02 nos preços.

VEJA ABAIXO, OS PREÇOS NAS ASAS SUL E NORTE MOSTRADOS NAS FOTOS

 

Desde que o governo federal anunciou o aumento de impostos sobre os combustíveis há duas semanas, motoristas têm encontrado dificuldades para achar gasolina a preços diferentes nos postos do Distrito Federal.

 

Balanço finalizado pelo Procon nesta segunda (7) verificou um possível "aumento substantivo na margem de lucro desses estabelecimentos".

O relatório será encaminhado para a área jurídica do Procon, que deve notificar os postos até o fim de agosto.

 

Os comércios, então, terão 10 dias para apresentar uma justificativa e, caso não apresentem explicações plausíveis, poderão receber multas.

A TV Globo percorreu todos os comércios dos Eixinhos Norte e Sul para verificar os valores cobrados na manhã desta segunda.

 

Nas quadras da 202, 204, 214 e 216 Sul, o litro da gasolina era vendido por R$ R$ 3,69. Na 203 Sul, o combustível saía por R$ 3,70.

A situação verificada na Asa Norte não foi diferente: quase todos os postos comercializavam o litro da gasolina por R$ 3,71. Após comparar os valores em 11 estabelecimentos, a reportagem constatou que a variação máxima era de R$ 0,02.


Por causa da alta de PIS e Cofins, a tributação, no caso da gasolina, passou de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Se o aumento fosse repassado na íntegra para o consumidor, o litro da gasolina deveria ficar R$ 0,41 mais caro.


No entanto, nas bombas de combustível do Plano Piloto, o preço da gasolina subiu de R$ 2,99 e R$ 3,16 para R$ 3,69 e R$ 3,71 – um acréscimo que varia entre R$ 0,55 e R$ 0,70.


Questionada pelo G1, a Cascol – controladora de 30% do mercado do DF – disse que “não comenta a sua política de preço”. Em abril deste ano, a empresa assinou um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após ter sido investigada pela Operação Dubai, que desmascarou a formação de cartel no mercado de combustível da capital federal.


Na época, a Cascol se comprometeu a pagar R$ 90,4 milhões. Com o termo, o grupo voltou a administrar a empresa, encerrando-se assim a gestão provisória, que foi definida como medida cautelar do Cade em janeiro de 2016.

Em nota, a Cascol afirmou que o acordo assinado com o Cade “vem sendo rigorosamente cumprido, reiterando o seu compromisso de respeito à livre concorrência, de renovação das suas práticas empresariais e de implementação de rigorosas políticas de compliance”.


Segundo o Cade, atualmente existe no órgão uma investigação sobre cartel no setor de postos de combustíveis no DF. Denúncias sobre novas suspeitas de cartéis podem ser feitas ao conselho. O órgão, contudo, explicou que não faz o acompanhamento específico de preços.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) disse que não regula e não fiscaliza os preços dos combustíveis. A ANP apontou que faz um levantamento semanal para ajudar os consumidores a buscarem os menos preços.

Preços da gasolina nos postos da Asa Sul, no Distrito Federal (Foto: Equipe de Arte/TV Globo)

Preços da gasolina nos postos da Asa Norte, no Distrito Federal (Foto: Equipe de Arte/TV Globo)

 

Fonte: *Via G1/Tv Globo/Clipping

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