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ESTATÍSTICA: Avenidas, ruas e estradas-parques registram 6,4 mil acidentes de trânsito em julho no "quadrilátero"

Número de mortos diminuiu em comparação ao primeiro semestre do ano passado. Para especialista, taxa de acidentalidade e mortalidade ainda é alta.

As vias do Distrito Federal somaram 6,4 mil acidentes de trânsito só no mês de julho deste ano. Do total, 765 casos tiveram vítimas. Os dados vêm de registros da Polícia Civil, do Detran e do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER).

A maior parte dos acidentes (88,2%) é referente a batidas sem vítimas, que chegaram a 5,7 mil.

 

A Secretaria de Segurança Pública do DF acredita que o número pode ser ainda maior porque, em diversos casos, os acidentes podem ser resolvidos sem o registro na delegacia.

O número de acidentes registrados no primeiro semestre do ano passado chegou a 6,5 mil.

Gráfico mostra número de acidentes no Distrito Federal em julho deste ano 

Gráfico mostra número de acidentes no DF em julho deste ano (Foto: Arte/G1 )

Para o especialista e professor de epidemiologia dos acidentes de trânsito da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte, as estatísticas são importantes, mas os contextos de cada acidente merecem atenção e o número de mortos sempre será o dado mais importante, depois o número de feridos e danos materiais.

 

“Nosso patamar de acidentalidade, mortalidade e feridos ainda é alto comparado à maioria das cidades fora do Brasil. A boa notícia é que vem reduzindo.”

 

Considerando números de janeiro a junho, foram 116 mortes decorrentes de acidentes de trânsito. O número caiu em relação ao mesmo período do ano passado, em que houve 191 mortes. O órgão considera como vítima em acidente fatal todos os que morreram em até 30 dias da data do acidente.Operação de fiscalização de órgãos de trânsito do DF. (Foto: Divulgação/Agência Brasília)

Operação de fiscalização de órgãos de trânsito distritais

 

Duarte explica que a Grande Brasília tem uma velocidade média mais alta do que outras capitais e relata que cidades que têm mais esquinas costumam ter batidas menos danosas.

“Temos grandes corredores, vias expressas como Eixão, EPTG, EPGU, e muitas vezes essas vias colaboram com a gravidade do acidente. Evidentemente, quanto maior a velocidade maior a gravidade. Brasília se comparada à Goiânia, dado o mesmo número de acidentes, a gravidade e letalidade dos nossos acidentes aqui é muito maior.”

 

“Nós temos cerca de 400 a 500 óbitos por ano no Distrito Federal. Este ano parece que vai ser menor.”

 

Outro dado que parece confirmar essa previsão é a redução de 37,6% de mortes por atropelamento. De janeiro a julho, 48 pessoas morreram atropeladas, contra 77 mortes ocorridas no mesmo período do ano passado.

Motociclistas

 

Segundo o especialista, atualmente a categoria que mais morre no trânsito é a de motociclistas. “Há 10 anos a composição era diferente e a gente não vê política pública em favor do motociclista, praticamente não existe isso no Brasil e Brasilia não é exceção.”

No ano passado, 98 motociclistas morreram em acidentes de trânsito, segundo o Detran. Este ano já são 44.

 

“A motocicleta no Brasil é 10 vezes mais letal que na Espanha, por diversos motivos, inclusive formação do condutor.”

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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