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6,4 MIL PREJUDICADOS: UnB pede ajuda ao MPF para liberar prédio ocupado por estudantes

Duas procuradoras vão se reunir nesta segunda-feira (21) com os alunos e a administração da universidade para negociar

A Administração Superior da Universidade de Brasília (UnB) pediu ajuda ao Ministério Público Federal (MPF) para intermediar o diálogo com os estudantes que ocuparam o prédio BSA Sul, no campus da instituição na Asa Norte.


Segundo a UnB, é necessário que o acesso ao prédio seja liberado imediatamente, sem condicionantes.

O BSA Sul abriga mais de 850 aulas semanais, de 485 turmas, que atendem a uma média diária de aproximadamente 6,4 mil estudantes –  prejudicados com a interrupção das atividades.


Duas procuradoras do MPF se reuniram na sexta-feira (18/8) com a administração e, posteriormente, com o grupo de estudantes. As procuradoras solicitaram uma reunião com as duas partes para a manhã de segunda (21).


 

De acordo com a UnB, o grupo que ocupa o prédio se negou a receber a segunda notificação de desocupação. O bloco foi ocupado na noite do dia 14 de agosto.

 O movimento tem uma pauta extensa de reivindicação, que vai desde o protesto contra a demissão de servidores terceirizados, passa pela discussão do orçamento da instituição e vai até a demarcação de terras indígenas e de quilombolas.


O prédio conta com 42 salas de aula, seis laboratórios de informática, oito salas de tutoria e um auditório.

Redução dos terceirizados
Com problemas de caixa, a UnB está reduzindo o quadro de terceirizados. Há dez dias, demitiu 118 funcionários da empresa de limpeza RCA Serviços.

O corte de recursos do contrato em R$ 700 mil reduzirá ainda mais o tamanho da equipe, causando a dispensa de funcionários que já trabalham na universidade há décadas.

A medida foi tomada após a redução de 45% no orçamento anual da instituição, cerca de R$ 100 milhões, ordenada pelo Ministério da Educação e definida pela pasta do Planejamento.

O documento previa cortes na ordem de 25% em contratos vigentes de terceirizados, que atualmente representam 75% dos gastos da universidade.

 

Fonte: *Por:Maria Eugênia/Metropole/Clipping

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