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BALANÇO: Crimes caem 25 por cento, e público chega a 1 milhão no Carnaval, diz GDF

Morte na Funarte e dupla esfaqueada no Metrô não entraram na estatística. Polícia investiga atos de vandalismo em trens do Metrô nesta madrugada.


Balanço divulgado nesta quarta-feira (10) pelo governo do Distrito Federal mostra que, pela primeira vez na história, o Carnaval da cidade superou a marca de 1 milhão de foliões.

 

O número inclui os eventos de pré-Carnaval, que reuniram 200 mil pessoas, e os quatro dias de evento, que somaram público de 893 mil.


O número de ocorrências registradas durante o Carnaval caiu 25,8% na comparação com 2015, passando de 384 para 285.

 

O maior número de casos aconteceu nesta terça (9), segundo o levantamento. A secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, afirma que a festa "foi marcada por legalidade, sustentabilidade, segurança e paz".

Foliões do bloco Babydoll de Nylon concentrados na Praça do Cruzeiro, em Brasília (Foto: Paulo Cavera/Divulgação)
Foliões do bloco Babydoll de Nylon concentrados na Praça do Cruzeiro


O balanço não aponta nenhum homicídio relacionado ao Carnaval. Segundo o GDF, o homem morto na Funarte em um evento de pré-Carnaval não entra no cálculo por causa da data e dos detalhes do caso. "Aqueles homens não tinham a menor relação com a festa, não foram ao local como foliões. Nem morto, nem matador", diz o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba.


O caso do soldado do Exército de 19 anos que esfaqueou dois homens dentro de um vagão do Metrô na rodoviária do Plano Piloto, na madrugada de segunda (8), também não foi incluído. Segundo o governo, a área interna do trem não é de competência da segurança pública por ser um espaço fechado.


As forças de segurança dizem que não é possível garantir que as vítimas e o autor estavam na festa. Até a tarde desta quarta, um dos homens atingidos seguia internado em estado grave no Hospital de Base. A outra vítima sofreu um ferimento superficial e recebeu alta ainda na madrugada.

 


Dano ao Metrô
A Polícia Civil ainda investiga os atos de vandalismo praticados contra trens e trilhos do Metrô, na madrugada desta terça. A operação do serviço, prevista para se estender até as 3h, foi interrompida à 1h30 por causa da confusão. Imagens das câmeras de segurança das estações serão utilizadas na apuração.

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Foliões aproveitam desfile do bloco carnavalesco Calango Careta
Foliões aproveitam desfile do bloco carnavalesco Calango Careta em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

"Vamos pegar todas as imagens e meios de prova. Elas vão responder por dano ao patrimônio e vão ser acionadas para pagar esse prejuízo ao patrimônio público. O direito de manifestação é legítimo, mas não o de depredação", disse o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba. Um maior e um menor foram detidos.


A secretária de Segurança afirmou que a ação rápida da polícia evitou que o caso fosse ainda mais grave. "Se nós não tivéssemos uma pronta reposta da PM e dos Bombeiros, nós poderíamos estar conversando outro assunto aqui. A gente estava monitorando no Centro de Comando e Controle para tomar uma decisão. Fui acionada à 1h52 para tomar a decisão e dar a resposta que demos", disse Márcia.


Mais mortes
Entre sábado e terça, as forças de segurança no GDF registraram três assassinatos em Ceilândia, Sobradinho I e Gama. Segundo o governo, elas não têm qualquer relação com as festas desse período. Duas pessoas também morreram atropeladas em Taguatinga, em casos que também não estão relacionados ao Carnaval.


Pela manhã, balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal registrava 44 acidentes entre 0h de sábado (6) e de segunda-feira (8) nas rodovias federais que cortam o Distrito Federal. Oito ocorrências foram consideradas graves e duas pessoas morreram. Também nas rodovias federais, 10 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica e um deles foi preso.


Furto em blocos
O balanço da segurança pública mostra que 76,5% dos crimes registrados no Carnaval deste ano foram relacionados a roubo e furto, principalmente de aparelhos celulares. Os blocos que lideraram o registro de ocorrências foram Raparigueiros (95), Galinho (66) e Babydoll de Nylon (62).


O levantamento também indicou 28 crimes no Baratona, 15 no Aparelhinho, 10 nos blocos do Balaio e da Praça dos Prazeres, 4 no Pacotão, 2 na festa Quinto Play e 3 em outros eventos.

Segundo o GDF, o público nos blocos de 2015 foi bem menor: 371,7 mil, somando todas as regiões administrativas.


O monitoramento das festas envolveu 4.022 policiais militares, 464 bombeiros, 492 agentes do Detran e 470 policiais civis. Foram usadas 333 viaturas da PM, 87 do Corpo de Bombeiros e 178 do Detran.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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