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AMANHÃ DEVEM VOLTAR: Rodoviários suspendem paralisação, e ônibus voltam a rodar nesta terça

Categoria pede reajuste de 10% nos salários, mas empresas tentam aprovar proposta mais baixa. Veículos não deixaram as garagens nesta segunda, afetando 1 milhão de passageiros.

Após um dia inteiro de paralisação, os ônibus do Distrito Federal devem voltar a rodar na madrugada desta terça-feira (28).

A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários, após audiência de conciliação com empresários no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10).


Nesta segunda, uma paralisação relâmpago pegou passageiros de surpresa e se estendeu por todo o dia. No início da tarde, uma desembargadora do TRT e um juiz do Tribunal de Justiça do DF chegaram a determinar que 100% dos ônibus rodassem, pelo menos, no horário de pico.

Nesta segunda, essa sentença não deve ser cumprida.


A mobilização afetou cerca de 1 milhão de usuários que, nas estimativas do governo, usam o transporte público diariamente no DF. O Metrô funcionou normalmente, mas a falta dos ônibus levou à superlotação dos trens nos horários de maior movimento.

A paralisação foi encampada por funcionários de todas as cinco empresas privadas que atuam no sistema de ônibus da Grande Brasília. Com isso, apenas os veículos da TCB e das cooperativas de micro-ônibus rodaram pela cidade, durante todo o dia.


 

Negociação salarial

 

Pela manhã, o sindicato afirmou que a mobilização acontecia "por tempo indeterminado". Há pelo menos um mês, a categoria tenta conseguir aumento salarial de 10%. Na época, os patrões concederam uma reposição de 4% – referente à inflação –, no salário e benefícios, que está sendo paga desde julho.

As empresas informaram terem sido pegas de surpresa e que os rodoviários receberam outra proposta de aumento de 4,5% no salário – mais reajustes relativos aos benefícios de alimentação (5%), plano de saúde (12%), odontológico (12%) e cesta básica (6%). A categoria não aceitou a proposta.


Em nota, o governo considerou "precipitada e descabida" a paralisação. "O ato surpreendeu a população brasiliense e deixou milhares de pessoas sem ter como ir ao trabalho."

"A categoria não cumpriu os requisitos básicos da lei de greve, como a realização de assembleia e a publicação de aviso de greve, o que também surpreendeu o governo. A categoria já está recebendo desde o mês de maio o reajuste referente à inflação, mas infelizmente quer ganhos reais que não refletem a realidade econômica do pais."

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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