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ÔNIBUS CAPENGAS: MP-DF e Polícia Civil investigam pagamento de propina na Secretaria de Mobilidade

Operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (1º/9) cumpre 14 mandados de prisão, sendo quatro contra servidores da pasta

O Ministério Público do DF (MP-DF) e a Polícia Civil fazem nesta sexta-feira (1º/9) operação contra irregularidades no transporte, principalmente rural, envolvendo servidores da Secretaria da Mobilidade do Distrito Federa e cooperativas.

 

De acordo com as investigações, os funcionários estariam recebendo propina para fazer vista grossa e deixar de vistoriar e fiscalizar ônibus que não tinham condições de circular.


Segundo o delegado Robson Almeida, adjunto da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (CORF), esses servidores estariam lotados na Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (SuFisA).

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão temporária, sendo quatro contra agentes públicos e 10 corruptores, 16 de busca e apreensão e duas conduções coercitivas (quando as pessoas são levadas para depor).

 

Um dos alvos é o ex-policial militar Valdir Luiz de França, conhecido como Valdizão (foto em destaque). De acordo com o delegado, ele seria responsável por uma cooperativa e pagava propina para poder circular. 

Os servidores suspeitos são William Ney Rosa da Silva, Carlos Pereira Rosa, Edson Souza de Oliveira e Williams Fonseca da Cunha.

Os mandados estão sendo cumpridos em Vicente Pires, Recanto das Emas, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Park Way, Paranoá e Planaltina. A operação foi batizada de Check List e foi coordenada pela 2ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep).


Segundo as investigações, os servidores pediam propina para liberar o Selo de Vistoria, que autorizava os veículos a rodar. O documento indicava que o ônibus estava com pneus, óleo, freios, catracas e motor em boas condições.

Em troca, recebiam dinheiro e até carros. Um cofre também foi apreendido e levado para a Corf.

Cabo eleitoral
Valdizão é um velho conhecido de políticos brasilienses pela sua atuação como cabo eleitoral, sempre marcada por confusões, nas campanhas de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz.

Em 2005, foi denunciado à Justiça por participar da Máfia dos Concursos. Seria encarregado de recrutar candidatos interessados em receber os resultados das provas.

 

Negou fazer parte grupo, mas assumiu ter passado em um concurso após receber informações privilegiadas. Porém, garantiu que não pagou por isso.

 

Fonte: *Por:Nathália Cardim/Carlos Carone/Metropole/Clipping/Fotos: Rafaela Felicciano

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