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PÓS OPERAÇÃO CHECK LIST: Secretaria de Mobilidade faz novas vistorias em ônibus de cooperativas após fraudes

O trabalho começou nesta terça-feira (5/9) e será realizado no período de duas semanas. Servidores da pasta foram presos por cobrar propina

A Secretaria de Mobilidade iniciou nesta terça-feira (5/9) novas vistorias nos ônibus vinculados às cooperativas do serviço básico e permissionários rurais.

O trabalho será realizado no período de duas semanas e ocorre após a deflagração da Operação Check List, que prendeu quatro servidores da pasta que recebiam propina para liberar veículos irregulares durante as vistorias, colocando em risco a segurança dos passageiros.


Cinco cooperativas operam no Distrito Federal. 

São elas: Cootransp, Cootarde, Coobrataete, Coopatag e Coopertran.

 

No serviço complementar rural, operam 34 permissionários com 120 ônibus. Segundo a Secretaria de Mobilidade, além dos servidores suspeitos responderem na esfera criminal, será aberto um processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades dos envolvidos. “Cabe esclarecer que as penalidades devem variar de advertência a demissão, de acordo com os fatos apurados”, diz nota enviada pela pasta.


Segundo as investigações, de cada 54 vistorias realizadas por dia pela equipe da Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa), cinco não seguiam os trâmites legais. A suspeita é de que o grupo agia no DF há pelo menos três anos. Dependendo do tipo de irregularidade detectada, o preço da propina variava entre R$ 400 e R$ 800, ainda de acordo com a polícia.

Divulgação/Secretaria de Mobilidade

As investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) e do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) resultaram em 14 mandados de prisão temporária, dos quais 10 foram cumpridos na sexta-feira (1º/9), além de 16 de busca e apreensão e duas conduções coercitivas (quando as pessoas são levadas para depor).

 


No sábado (2/9), o despachante da Cootarde José Almir se apresentou à polícia. Entretanto, três pessoas seguem foragidas. Nesta segunda (4/9), a polícia pediu à Justiça a prorrogação das prisões temporárias. Até esta publicação, entretanto, os delegados responsáveis pelo caso ainda não haviam obtido retorno da 3ª Vara Criminal de Brasília.

Selo de Vistoria

Segundo as investigações, os servidores pediam propina para liberar o Selo de Vistoria, que autorizava os veículos rodarem. O documento indicava que o ônibus estava com pneus, óleo, freios, catracas e motor em boas condições. Durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo, um carro, R$ 10,7 mil em dinheiro e um cofre.

“Conforme se depreende dos relatórios acostados e das degravações feitas, não se tem mais dúvidas de que o caso é de uma articulada organização criminosa para a prática reiterada e habitual de delitos contra a Administração Pública”, explicou o promotor de Justiça Fábio Nascimento.

Um dos alvos da operação, foi o ex-policial militar de Goiás Valdir Luiz de França, conhecido como Valdizão (foto em destaque).

De acordo com o delegado Robson Almeida, ele seria responsável por uma cooperativa e pagava propina para poder circular.

Os servidores suspeitos são William Ney Rosa da Silva, Carlos Pereira Rosa, Edson Souza de Oliveira e Williams Fonseca da Cunha.

Outros alvos da operação foram o diretor da Coopertran, Marcus Vinicius Lobo, e o motorista Weber de Jesus. Da Cootransp, os acusados de participar do esquema são o encarregado de manutenção Marcos José Alves Pinto e os operadores Francisco Gomes e Marcos Teixeira.


 

 

Fonte: *Por:Mirelle Pinheiro/Metropole/Clipping/Fotos:Rafaela Felicciano

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