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COMPRAS & ENCONTROS: Grande Brasília tem 60 feiras, boas para os olhos e bolsos

Com bordões próprios, culinária peculiar e gente de todos os tipos, as feiras são a melhores opções para quem está a procura de absolutamente tudo. E quando se diz tudo, é exatamente ao pé da letra.

 

Somente em Brasília existe mais de 60 feiras mapeadas pela Secretaria de Cidades, entre elas a mais antiga completou 150 anos de existência.

 

Caso algum recém-chegado à capital federal queira saber qual é o melhor lugar para comprar peixes, sem sombra de dúvidas, a primeira resposta ouvida será feira da Ceilândia ou feira do Guará. 

“Olha a fruta, olha a verdura”, “entra para experimentar, jovem” são chamadas que você talvez esteja bastante familiarizado em ambientes como esse. Entretanto é um pouco difícil descobrir de onde surgiram os bordões e qual foi a primeira feira no mundo.

 

Historiadores afirmam que a presença desse evento social ocorre desde antes de Cristo, porém se popularizou no fim da idade média com o surgimento das famosas feiras medievais. Já no Brasil elas existem desde o tempo da colonização, ação que promoveu o desenvolvimento da economia interna do país. 


Semanalmente elas se enchem de produtos frescos e opções para todos os gostos e bolsos. As feiras permanentes e as feiras livres são “ganha pão” de muitos vendedores por todo o DF. Mais recentemente, as feiras de porte menor e montadas em locais estratégicos, seja em bairros, entrequadras ou espaços públicos de grande rotatividade de pessoas, ganham força e oferecem produtos orgânicos e especiarias em menor quantidade para os frequentadores.

FEIRAS TEMPORÁRIAS

Outro formato que atrai muitos brasilienses e dura poucos dias é o de feira temporária. Quase sempre realizadas em grandes locais como Centro de Convenções ou no Parque da Cidade, algumas reúnem comerciantes específicos a partir de um tema, bebês e gestantes, cultura de diversos Estados, ou datas representativas para o comércio do país são exemplos. 


Nos próximos dias ocorrerá a ExpoVarejo, que propõe reunir empresas em torno de incentivar a cultura de compra do que é feito no DF. Até o próximo dia 10 de setembro, no Pavilhão do Parque da Cidade, será possível conhecer um pouco mais sobre o comércio e serviços locais.


O local foi preparado para receber mais de 100 expositores de todos os segmentos da cidade, de roupa a calçados, livrarias, moda infantil, entre outros. A ExpoVarejo chega para incrementar toda a cadeia produtiva do setor varejista e funciona de forma legal, gerando arrecadação para o Estado.

DE OLHO NA IRREGULARIDADE

Com o colapso nas contas públicas e a promessa de parcelamento de salário dos servidores, o governo de Brasília faz vista grossa para a instalação de feiras de produtos piratas na cidade. Uma dessas feiras foi montada no centro de Brasília, em um estacionamento da quadra 6 do Setor Comercial Sul, em frente ao shopping Pátio Brasil.

 

O local é considerado um dos pontos mais tradicionais do comércio brasiliense, no entanto os empresários tem que conviver com a concorrência predatória e irregular desses vendedores piratas.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, repudia as feiras piratas e diz que em tempos de crise o Estado deveria se preocupar em arrecadar para ajustar as contas, ao invés de liberar a venda de produtos irregulares em frente aos shoppings da cidade. A Fecomércio considera a instalação dessa feira ilegal e absurda, uma vez que o governo admite não conceder autorização para esse tipo de iniciativa, porém não fiscaliza ou impede esse tipo de feira.

Em nota encaminhada ao Alô a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) a fiscalização de ambulantes em toda a Grande Brasília é constante. Em 2016, realizamos 62.604 ações fiscais em relação a atividades comerciais exercidas sem licença em todo o Distrito Federal.

“Não há a possibilidade de se vender, alugar ou deixar uma banca em feira como herança, uma vez que o espaço é público e os comerciantes que lá atuam têm uma permissão para exercer a atividade naquele espaço. Em caso de morte ou desistência por parte do empresário, o Estado deve licitar o espaço”.  - Secretaria das Cidades

 

“Os benefícios desse tipo de comércio para o Distrito Federal são geração de emprego e renda, aquecimento da economia e fortalecimento do micro e pequeno empreendedor local”. - Subsecretaria de Mobiliário Urbano 

A MAIS ANTIGA DELAS

A feira mais antiga em Brasília já completou 150 anos e está localizada na cidade-satélite de Planaltina. De acordo com a Administração, estima-se sua data de fundação em paralelo com o surgimento da cidade.

 

A especialidade dessa feira é hortifrutigranjeiros que é um tipo de comércio especifico onde são encontrados carnes, leites, frutas, massas congeladas e etc. É característica dos alimentos hortifrutigranjeiros terem sido produzidos no campo, através de plantações de hortaliças, pomares de frutas e demais modalidades que visem o cultivo de plantas com fins de prover alimentação mais saudável.

 

Fonte: *Via Alô/Clipping

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