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CERRADO EM CHAMAS: Incêndios castigam vários lugares do "quadrilátero", a nossa Grande Brasília

Segundo o Corpo de Bombeiros, cresceu em 97% o número de focos se comparado ao mesmo mês do ano passado, quando choveu por três vezes.

Brasília ferve. Os termômetros mais altos e a umidade baixa em agosto fizeram os incêndios dispararem pelo Cerrado da capital federal.

 

Por dia, foram quase cem ocorrências.

O mês passado concentrou mais da metade de todas as ocorrências combatidas em todo 2017.

E a chuva, se vier, será apenas na segunda quinzena de setembro.


A vegetação, vulnerável à combinação de baixa umidade e alta temperatura associada à ausência de chuvas, sofre.

Neste ano, foi registrada uma média de 21 ocorrências diárias de incêndios e 6.895 hectares de floresta foram queimados. A área é equivalente a mais de nove mil campos de futebol.

A maior parte (56%) ardeu em agosto, o mais grave período do ano para o Cerrado, e mudou a tendência de queda no número de casos.

O último incêndio de maiores proporções aconteceu no início desta semana, próximo ao Setor Lucio Costa, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Quatro viaturas e 20 militares atuaram por mais de três horas e extinguiram o fogo que queimou uma área de 166.834 metros quadrados – similar ao tamanho de 23 campos de futebol.

Mas tiveram outros, muitos outros, de todos os tamanhos.


Saiba mais

  • A estiagem começou em abril, quando Brasília recebeu cerca de 20% do volume normal de chuva para o mês.

  • De outubro de 2016 a abril de 2017, somente um mês teve precipitação acima da média. Em novembro de 2016 e em março de 2017, o volume ficou pouco abaixo do normal, mas nos demais meses choveu muito menos do que era esperado pelo Inmet.

  • Os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, que abastecem a população da capital, estão cada vez mais baixos. De junho a agosto, o volume útil do Descoberto caiu cerca de 40% em um período de 60 dias. No reservatório de Santa Maria, a queda foi de aproximadamente 35%. Apesar disso, de acordo com a curva de acompanhamento que monitora o volume útil, o índice encerrou o mês acima do esperado.

Mais seco e mais quente

“Em relação à umidade, a climatologia da região tem os picos mais baixos justamente em agosto e setembro.

 

A diferença deste ano para 2016 é que, no passado, a umidade ficou mais alta”, explica o meteorologista Mamedes Melo, do o Instituto Nacional de Meteorologia e Estatística (Inmet).

Enquanto neste ano os índices chegaram a 9%, deixando a cidade em estado de emergência, com temperatura máxima alcançando os 32,9 ºC, a mínima registrada no ano passado foi de 14%, com 32,8 ºC de máxima. Naquele mês, choveu em 11, 24 e 29 de agosto. Hoje o calendário da seca marca 108 dias sem uma gota caindo do céu.


A responsabilidade do aumento das ocorrências não é exclusivo da natureza: estima-se que 95% das queimadas são provocadas pela ação humana no Distrito Federal. “As causas mais comuns são queima de lixo, poda, uso de fogo em rituais religiosos, ponta de cigarro e queima de terrenos”, explica o comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (GPRAM), tenente-coronel Glauber de La Fuente.

Punição a causador fica no papel

Quem provoca incêndio em mata ou floresta está sujeito a punição. A Lei 9.605/1998 instituiu pena de reclusão de dois a quatros anos e multa de R$ 1,5 mil por hectare ou fração queimada. Se o somatório de 2017 fosse contabilizado em reais, seriam mais de R$ 10 milhões.

 

Há punição ainda que o crime seja acidental: a pessoa pode ficar detida de seis meses a um ano e também paga multa. Se o incidente ocorrer durante o período da estiagem e em um domingo, feriado ou à noite, a pena pode aumentar de um terço a um sexto.

Perícias são realizadas no local, mas dificilmente autor do crime. é identificado. Para colaborar na identificação de causadores de incêndios florestais, a população pode fazer denúncia anônima pelo telefone (61) 3214-5602.

Além do trabalho em torno das queimadas, o Corpo de Bombeiros atendeu, ainda, 442 ocorrências de incêndio em residências ou estabelecimentos comerciais desde o início do ano – desde pequenos focos a eventos de maiores proporções.

 

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