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SETEMBRO AMARELO: Campanha promove eventos para orientar sobre prevenção ao suicídio na capital federal

Neste domingo, Parque da Cidade vai abrigar caminhada coletiva a partir das 8h30. Às 16h, o jornalista André Trigueiro fará uma palestra sobre tema ‘Viver é a melhor opção’, na LBV.

Para lembrar o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a Federação Espírita do Distrito Federal vai promover uma caminhada coletiva no Parque da Cidade, no centro de Brasília, neste domingo (10).

A concentração será no Estacionamento 12, a partir das 8h30.


Às 16h, o jornalista André Trigueiro, autor do livro Espiritismo e Ecologia, fará uma palestra sobre o tema “Viver é a melhor opção”. O encontro, gratuito, vai ocorrer às 16h, no Auditório Austregésilo de Athayde, da Legião da Boa Vontade, que apoia a iniciativa.

A finalidade dos eventos é conscientizar a população sobre a importância do combate às causas do suicídio e promover ações sociais. Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostram que até 7 de agosto deste ano, 176 pessoas tentaram se matar na capital federal.O Templo da Boa Vontade foi iluminado com a cor amarela em apoio à campanha de prevenção ao suicídio. (Foto: Legião da Boa Vontade/Divulgação)

No Brasil, cerca de dez mil pessoas cometem suicídio anualmente, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria. Pesquisa publicada em 2002 pela World Psychiatry demonstra que "em 96,8% dos casos, caberia um diagnóstico de transtorno mental à época do ato fatal".

As iniciativas fazem parte da campanha Setembro Amarelo, realizada em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Psiquiátrica de Brasília, Associação Médico Espírita do Distrito Federal e o Centro de Valorização da Vida.

Inúmeros prédios do DF receberam a iluminação com a cor amarela em apoio à campanha de prevenção ao suicídio.

 

Dados alarmantes

 

No Brasil, o índice de suicídios perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito entre as mortes por fatores externos (o que exclui doenças). Em todo o mundo, entre os jovens, a morte por suicídio já é mais frequente que por HIV. Entre idosos, assim como entre pessoas de meia-idade, as incidências também avançam.

Um dos estudos mais completos sobre o tema, feito pelos pesquisadores Daiane Borges Machado e Darci Neves dos Santos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisou dados do Sistema de Informações sobre a Mortalidade Brasileira (SIM), Datasus e IBGE entre os anos 2000 e 2012 no Brasil.

As pessoas que mais se suicidaram foram as menos escolarizadas, indígenas (132% mais casos que na população em geral) e homens maiores de 59 anos (29% a mais que as outras faixas etárias).

O Mapa da Violência de 2014 (levantamento mais recente) também aponta uma alta de 15,3% entre jovens e adolescentes no Brasil, de 2002 a 2012.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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