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BASE RACHADA: "Não faz sentido participar do governo e fazer oposição", diz Rollemberg sobre exonerações

Nesta segunda, 27 servidores comissionados da Secretaria do Trabalho foram afastados dos cargos. Funcionários foram indicados pelo PDT; partido se posicionou contrário ao projeto de reforma da previdência.

O governador Rodrigo Rollemberg exonerou 27 servidores comissionados lotados em agências do Trabalhador e em outros departamentos da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) nesta segunda-feira (11).

Os nomes foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal.

O governador Rodrigo Rollemberg participou de cerimônia no Memorial JK ao lado de Paulo Otávio e de Ana Cristina Kubitscheck (neta de Juscelino Kubitschek)  (Foto: Letícia Carvalho/G1)

 

O governador Rodrigo Rollemberg participou de cerimônia no Memorial JK ao lado de Paulo Otávio e de Ana Cristina Kubitscheck (neta de Juscelino Kubitschek) 

 

Nesta terça (12), durante ato em homenagem ao aniversário de 115 anos de Juscelino Kubitschek, Rollemberg afirmou que "quem não vota com o governo não participa do governo".

 

"A base está conosco desde o início do governo, sabe da nossa intenção com Brasília e nos momentos mais importantes do governo não vota com o governo. Então não tem como participar do governo".

Os funcionários que atuavam na Secretaria do Trabalho eram indicações do PDT, partido do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, que esteve à frente da secretaria entre 2015 e 2016.

Atualmente, Joe também é o responsável pelo encaminhamento da votação do projeto de reforma da previdência proposto por Rollemberg.

Além de Joe Vale, o distrital Reginaldo Veras representa o PDT na Câmara Legislativa. Veras tem se posicionado contra o projeto de reforma da previdência.

 

No evento desta terça, o governador foi questionado se as exonerações teriam sido uma retaliação ao PDT. O chefe do Executivo não usou o termo “retaliação”, mas admitiu que os comissionados eram indicação de Veras.

 

"As pessoas que saíram foram pessoas indicadas pelo deputado Reginaldo Veras, que não vem votando nos projetos mais importantes para a cidade encaminhados pelo governo de Brasília".

O PDT divulgou uma nota (veja íntegra abaixo), assinada pelo presidente do partido no DF, Georges Michel, apontando que o Palácio do Buriti “atua com o intuito de intimidar e pressionar os deputados distritais” para que votem favoravelmente ao projeto de lei complementar que cria a nova previdência dos servidores.

No texto, o PDT ainda afirmou que o “futuro da relação entre o PDT e o governo de Brasília será discutido democraticamente na convecção que ocorrerá em 17 de setembro, na sede do partido”.

Nota divulgada pelo PDT-DF sobre as exonerações   (Foto: Reprodução ) 

"Nova previdência"

 

O projeto de lei que estabelece novas regras para a previdência dos servidores públicos da capital foi encaminhado pelo govenador Rodrigo Rollemberg à Câmara Legislativa em 23 de agosto.

A proposta tramita em regime de urgência e se baseia em dois pontos fundamentais: a vinculação dos novos servidores ao teto de aposentadoria do INSS (hoje, em R$ 5.531,31), com previdência complementar para elevar esse valor, e a fusão dos dois fundos de previdência.

Em 5 de setembro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal suspendeu em caráter liminar (provisório) a tramitação da medida. Com a decisão, a votação foi adiada por tempo indeterminado. A liminar atendeu a um mandado de segurança impetrado pelos deputados Wasny de Roure (PT) e Ricardo Vale (PT), que fazem oposição ao Palácio do Buriti e ao projeto da "nova previdência".

Neste último fim de semana, o GDF recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para retomar a votação do projeto de lei. Enquanto não há consenso sobre o destino da votação da proposta, deputados distritais, capitaneados pelo presidente da Casa, Joe Valle (PDT), tentam construir acordo para votar, ainda nesta semana, um texto substitutivo à medida apresentada pelo Executivo.

 

 

 

 

Fonte: *Via G1/Clipping/Por:*Letícia Carvalho

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