compartilhar

MAJORAÇÃO NA MENSALIDADE: Reajuste nas escolas particulares da Grande Brasília deve chegar a 10 por cento em 2018

Aumento é superior à inflação prevista pelo governo federal, de 4,5%. Famílias fazem ajustes para manter filhos na rede privada

O Metropoles levantou alguns preços para o ano letivo de 2018. No Marista, por exemplo, o valor da mensalidade para um aluno do 1º ano do Ensino Médio será de R$ 2.562, com reajuste próximo a 10%. O La Salle ainda não definiu os valores, mas a escola afirma que deve aplicar o mesmo percentual. Em 2017, uma vaga no 1º ano do ensino médio custou R$ 1.450 por mês.

Aperto no orçamento
A servidora pública Ana Marques, 50 anos, trata a educação como prioridade para os filhos Fernando, 11, e Caio, sete. Por isso, outros serviços foram cortados. “Tive que tirá-los do inglês e da natação. Está muito complicado pagar a escola. Alteramos até nossos passeios e férias. Agora em julho, por exemplo, ficamos na cidade”, conta. Ela chega a gastar R$ 2.800 com os dois filhos, matriculados no Colégio Leonardo da Vinci da Asa Sul.


Rafaela Felicciano/MetrópolesAdaptação que a família de Lidiane Martins de Melo também tem passado. A dona de casa, de 38 anos, ainda estuda se vai manter as filhas Maria Clara e Nicole na rede particular. Com as duas no Colégio Dom Bosco, a família Melo desembolsa aproximadamente R$ 1.900. “Brasília nos pega de surpresa. Meu marido é militar e nem sempre o reajuste da mensalidade é na mesma proporção do salário”, relata.

O servidor público Roberto Costa, 50 anos, acredita que deverá manter os filhos Mateus e Letícia no Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) em 2018. Ainda assim, ele não sabe como será feito o reequilíbrio nas contas de casa. “Só Deus sabe”, brinca.

Inadimplência
Segundo o Sinepe-DF, a falta de pagamento triplicou de 2015 para 2016, chegando a atingir 9% e, em alguns meses, 20,25%. A inadimplência é um dos itens considerados pelas escolas na hora de definir o reajuste.

Já sobre a evasão escolar, o Sinepe-DF acredita em um cenário positivo. “Tivemos uma evasão que chegou a 7,92% de 2016 para 2017. Com as condições micro e macroeconômicas melhorando, esse número deve ser baixo para o ano que vem, quase zero”, afirma Álvaro Domingues, presidente da entidade.

Em média, cerca de seis mil alunos estão migrando da rede privada para a pública por ano na Grande Brasília, segundo dados da Secretaria de Educação.

 


 

Fonte: *Por:Ian Ferraz/Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS