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COMPRAS EXAGERADAS E COMPULSIVAS: Brasiliense anda cada vez mais endividado; mais de 800 MIL no SPC

Brasília é a quarta cidade com maior custo de vida no país (e oitava na América Latina)

Mesmo com a crise econômica que o país sempre teve em sua história, o consumidor brasileiro parece sempre subestimar as suas necessidades futuras, e por conta disso não consegue largar o mau hábito de consumo constante e parcelado, geralmente de supérfluos, em oposição ao costume de poupar. 


De acordo com dados do site colaborativo Expatistan, publicados em 2016, Brasília é a quarta cidade com maior custo de vida no país (e oitava na América Latina).

Como se não bastassem as despesas mensais, o brasiliense se endivida com compras exageradas e compulsivas, mesmo não sendo detentor de um alto salário.

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Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio), o número de famílias endividadas no Distrito Federal aumentou e passou de 730.766 em junho para 738.905 em julho.

Isso significa que 78,1% das famílias brasilienses possuem algum tipo de dívida.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra redução no número de famílias inadimplentes, ou seja, com contas em atraso, que passou de 142.354 no sexto mês do ano para 134.926 em julho.


O cartão de crédito é o principal vilão. Do total de endividados, 88% se declararam comprometidos nessa modalidade, seguido por financiamento de carro (29,5%). Dentre as famílias com contas em atraso, 35,3% disseram ter condições de quitar suas dívidas totalmente e 57,9% afirmam ter condições de quitar o montante parcialmente.


Juros x adimplência
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A assessora de cursos de formação continuada, Rozana Lima, acredita que os juros acabam por determinar a dívida do cartão de crédito, já que quanto maior os gastos, maior os juros impostos pelos bancos.

O parcelamento, segundo Rozana, acaba sendo a opção emergencial, contudo, ela afirma que o que deveria ser uma negociação benéfica ao cliente acaba sendo o acúmulo excessivo da dívida, que mais uma vez se prolonga devidos aos juros altos.


O presidente da Fecomércio, Aldemir Santana, concorda que os juros são perigosos inimigos na hora de quitar as dívidas.

“As famílias endividadas estão aproveitando a redução dos juros para renegociarem as dívidas que possuem. Por isso, o número de endividados com contas em atraso diminui. Entretanto, as famílias não estão conseguindo quitar as dívidas do mês, principalmente as do cartão de crédito, que é a modalidade em que as pessoas mais se endividam e a mais perigosa por causa dos juros elevados”, afirma Adelmir.

Santana também diz que, na comparação com julho do ano passado, o número de endividados aumentou em 18,9 mil endividados.

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Beatriz Rodrigues, auxiliar de administração, conseguiu sair das dívidas recentemente e afirma que além dos juros, o parcelamento das compras é um grande risco para entrar em dívidas. “As pessoas têm uma mania muito ingênua de achar que vão dar conta de pagar uma conta sendo que existem tantos imprevistos possíveis que podem acontecer até você terminar de pagar”. Ela enfatiza que quando você nota, os juros “triplicam”, deixando a dívida ainda mais difícil de quitar. A auxiliar aconselha: “Nunca, em hipótese alguma compre alguma coisa a prazo”. Esse está sendo o segredo dela para se afastar de outras dívidas.

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Em agosto passado, segundo estudo da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso, 24,6%, alcançou o maior patamar do ano. O mesmo ocorreu com o percentual de famílias que permaneceram inadimplentes, 10,1%, que alcançou o maior nível desde janeiro de 2010. O número total de endividados chegou a 58%, o que representa alta em relação aos 57,1% observados em julho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, o índice permaneceu estável.


“O desemprego ainda elevado pode ajudar a explicar a maior dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia. Porém, apesar da queda das taxas de juros, a contratação de novos empréstimos e financiamentos pelas famílias tem se recuperado lentamente”, pontua Marianne Hanson, economista da CNC.

829 mil pessoas físicas negativadas

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), administrado em Brasília pela Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF), cerca de 829 mil pessoas físicas estavam negativadas no mês de agosto. Esse número representa 36,5% da população entre 18 e 94 anos da capital federal. Apesar de alto, esse número é menor que o do ano passado: houve queda de -1,19% em agosto de 2017 a comparação com o mesmo mês do ano passado.


A pesquisa mostra ainda que o número de devedores com alta anual mais expressiva no estado em agosto foi o da faixa de 85 a 94 anos (11,61%). Em todo o país, o número de inadimplentes também diminuiu, mas em uma proporção um pouco menor na média nacional: -0,41%.

 

Fonte: *Por:Geovana Alves/Alô/Clipping

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